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publicado por Alto Chicapa, em 14.02.18 às 01:16link do post | favorito

Berna, a capital da Suíça. É uma cidade com um pequeno centro histórico, de arquitetura medieval. Desde 1983, que é Património Mundial da Humanidade pela UNESCO.

A principal atração da cidade é a torre de Zytglogge a do grande relógio da cidade, construído no ano de 1530. Junto, há um outro com a hora solar, onde um mecanismo com um urso, um galo e um bobo da corte dão um espetáculo, que diverte os turistas.

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Percorri a rua principal, Spitalgasse, que está repleta de variadas lojas, restaurantes e pastelarias. No entanto, o que chama mais a atenção foi a quantidade de fontes e respetivas estátuas profanas projetadas no meio da rua a conviverem com os frequentes transportes públicos, automóveis, bicicletas e as pessoas em passeio.

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Também foi aqui que, o homem da Teoria da Relatividade, Albert Einstein viveu. A sua casa é hoje o Museu de Einstein. No mesmo prédio encontra-se o Museu de História de Berna.

 

Perto da Ponte Nydeggbrücke, mais precisamente no BärenPark / Parque dos Ursos, encontra-se o símbolo de Berna, uma família de ursos, que felizmente hibernavam. Digo felizmente, porque é um tipo de atração turística muito dispensável… os animais não percebem porque têm que estar ali expostos e presos.

 

A Torre Käfigturm, era a torre da prisão feminina que, mais tarde, passou a ser a sede do fórum político da Confederação helvética.

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Na Bundesplatz, o Palácio Federal da Suíça é uma edificação imponente. É a sede do Parlamento Suíço com 80 elementos, que pertencem a 18(?) diferentes famílias políticas.

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O Rio Aare, que nasce nos Alpes, circula pelo centro histórico da cidade com uma cor linda de glaciar.

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Ficou-me na retina o Kornhaus: um antigo armazém de cereais da cidade, que se transformou num centro gastronômico, com bar e restaurante. A sua decoração é imponente. Segundo os menus, que estavam expostos, os preços eram elevados ou talvez não.

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A Catedral de Berna (Bern Minster), na Münsterplatz é o principal símbolo gótico da cidade.

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Berna é uma cidade de encanto, que não foge à regra de todas as outras: são pequenas e com pouca história.

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Estive hospedado no Novo Hotel, na Berna Expo. Gostei da estadia, do bom pequeno-almoço, da qualidade dos serviços e do cartão diário para os transportes. Recomendo. Para um turista, viver na Suíça será sempre na proporção da qualidade de vida dos que lá vivem, que definitivamente não é a mesma de Portugal.

 

Não quero terminar este meu último post sem realçar a educação das pessoas e o seu “modus vivendi” civilizado. Em Berna, apercebi-me, que a maioria fala várias línguas. No hotel, por exemplo, o coordenador, um Suiço típico, teimou e esforçou-se por nos falar em Português de Portugal pedindo desculpa a cada momento, quando uma palavra custava a sair. Uma surpresa.

 

E o que dizer de um transporte público que ao chegar a um semáforo toma de imediato a prioridade ou do ciclista, que na ciclovia, entre automóveis, elétricos e autocarros é o mandante da estrada, onde todos lhe prestam vassalagem.

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Para terminar, um episódio, que não é uma anedota: Na sequência da entrega do carro alugado, de matrícula alemã, no parque da Avis / aeroporto de Zurique, indicaram-me para trocar de box, em vez da 12, a que estava no contrato, passava para a 67. Um educado jovem a falar fluentemente alemão, ia fazendo as honras da casa. Apercebi-me que queria inspecionar o veículo, o nível do combustível, os quilómetros e identificar qualquer anomalia, aliás um procedimento habitual. Mas, o que me estava a espantar era ouvir um jovem a falar alemão com o sotaque das Beiras, aquele sotaque que eu bem conhecia dos meus avós. Para espanto da minha mulher, assim de repente, perguntei-lhe em português: - Amigo… não é da região da Guarda ou de Viseu? Com um grande sorriso estampado no rosto… oh, são portugueses… eu também, sou de Guimarães. Depois... houve alegria por sermos portugueses, embora disfarçados de alemães, eu por estar com um carro matriculado na Alemanha e ele pelo dialeto.

 

É assim a Suíça, encantadora e acolhedora… e quem sabe, se no futuro, com mais um cantão, dos portugueses.

 

Até… Interlaken ou Lucerna e Monte Pilatus.

 

Carlos Alberto Santos

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