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Notícias e Estórias

O momento justifica-o e o objecto da família, Ex-Militares da Companhia de Caçadores 3485, impõe-no. Vamos, todos, contribuir com notícias e estórias do presente e do passado.

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De passagem... Belfast, Giant’s Causeway e Carrick-a-Rede, Irlanda do Norte - Agosto 2019

Alto Chicapa, 05.09.19

Quando penso em Belfast, a primeira coisa que me vem à ideia é o St. George’s Market. Dizem… é uma das atrações mais antigas da cidade e um dos melhores mercados no Reino Unido e da Irlanda. Um espaço, que não vi. Pertence ao meu “imaginário literário”, onde a conspiração se reforçava entre vendedores, artesãos e muita cerveja.

O meu segundo pensamento vai para os murais. Atualmente chamam-lhe arte… mas, a viver num país multirreligioso, culturalmente diverso e de várias cores políticas, senti vergonha da situação: Pessoas de uma cidade separadas com muros e portões e, pior, a odiarem-se de morte.

A visita panorâmica levou-nos até aos muros, que ainda reinam e separam os bairros católicos dos protestantes. Já tinha visto outros muros, com a mesma e outras finalidades, mas não esperava tanta proximidade às casas e às janelas. É inaceitável uma sociedade destas, com lideranças a adiarem decisões importantes… talvez mude em 2023, dizem.

Para os mais atentos, o conflito está lá entre pinturas e grafitti ou arte, como lhe queiram chamar… para os turistas, a hipocrisia vende os muros da paz ou o protesto pacífico… no meu olhar, até nas sombras, há tensão, provocação e ódio.

Meio século depois dos conflitos continuam a dizer, que ainda não há condições para os destruir. No passado mês de Agosto (2019), ao fim da tarde, numa rua que liga os dois bairros, presenciámos um dos portões fechado eletronicamente, para não permitir a circulação de veículos ou pessoas e evitar conflitos.

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Apesar da cultura e das belezas naturais, fiquei com vontade de esquecer esta Belfast… é impressionante, como nos dias de hoje, uma cidade do “Brexit” ainda pode estar dividida por questões religiosas.

No centro histórico, vimos a Casa da Opera, a City Hall, o edifício emblemático da Câmara Municipal, o inclinado Albert Clock, mais conhecido como o “Big Ben de Belfast”, um monumento em memória do príncipe Albert, marido da Rainha Vitória de Inglaterra e a Catedral de Sant’Ana, conhecida como Catedral de Belfast. Durante o circuito, chamaram-nos a atenção para o hotel Europa e para os 36 bombardeamentos a que foi sujeito durante a revolução dos anos de 1970.

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Depois, seguimos para a região Titanic Quarter, para uma visita aos estaleiros Harland & Wolff, local onde o navio Titanic foi construído no início do século XIX com o estatuto de o maior e mais luxuoso navio de passageiros.

A luxuosa Nomadic, que foi recuperada da sucata, lá estava. Era uma embarcação auxiliar, que levava os passageiros da 1ª e 2ª classe do cais pouco profundo em Cherbourd para o Titanic. É a única sobrevivente da White Star Line.

Ao lado dela, a “She”, como era identificada, está um edifício de 4 andares, a projetar-se no espaço como se fosse a frente de um grande navio, o Titanic Experience, um museu, o maior tributo ao Titanic, que não visitei.

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Apesar de tudo, foi na costa norte, num ambiente rural mergulhado em beleza, história, magia e lendas, que encontrámos o melhor da Irlanda do Norte ou a 8ª Maravilha do Mundo, a famosa Giant’s Causeway (Calçada dos Gigantes), em frente ao mar, um promontório, de colunas de basalto de aproximadamente 6 km.

Começámos numa estrutura turística muito moderna com, transporte, alimentação, lojas, instalações sanitárias e um apoio documental e digital muito completos. A visita ao parque natural foi apoiada por um sistema de áudio, em português, que ainda tornou tudo mais belo. Ficámos cerca de duas horas com as explicações audio e em movimento entre falésias, pastagens, praias e pântanos, que são o lar de cerca de 50 espécies de aves, bem como de mais de 200 espécies de plantas.

A Calçada dos Gigantes é de uma beleza irresistível. Existem cerca de 40.000 pilares de pedra, com polígonos de cinco a sete lados, sobressaindo das faces do penhasco como se fossem degraus até ao mar.

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No centro de interpretação, um filme conta-nos a lenda irlandesa do gigante chamado Finn MacCool que queria lutar com um gigante escocês chamado Benandonner. Como não havia uma embarcação suficientemente grande decidiu construir uma calçada com enormes colunas a ligar a Irlanda do Norte à Escócia. Benandonner aceitou o desafio e viajou pela calçada.

A esposa de MacCool, percebendo que Benandonner era maior e mais forte decidiu vestir o marido como um bebé.

Quando Benandonner chegou e viu o bebé, assustou-se: Se o bebé é assim gigante, então o pai… e foge para a Escócia, mas para não ser perseguido, destrói a estrada enquanto corre, restando apenas as pedras, que hoje se vêm.

A Irlanda do Norte rural que visitámos era uma ínfima parte do que haveria para ver num país onde a monumentalidade não faz parte da paisagem e onde atrás de cada falésia pode estar uma vista maravilhosa, um castelo em ruinas… ou o sabor da aventura.

Seguimos para um outro parque onde se encontra a ponte de corda suspensa mais famosa do Reino Unido, que se liga a uma pequena ilha, a Carrick-a-Rede, usada por pescadores de salmão. A ponte é segura, apesar de estar sujeita a ventos, aos seus 20 metros comprimento e de estar a 30 metros acima do nível do mar.

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O percurso a pé, até lá, como é longo e com degraus em declive pode tornar-se penoso para os menos preparados, mas a geologia e a beleza da paisagem são únicas.

Hoje a ponte, é, descaradamente, uma fonte de receitas, uma atração para o “bicho turista” e, também, uma experiencia terrível se tiverem medos durante a travessia. Apesar de ter aproveitado toda aquela beleza, pessoalmente achei a visita dispensável.

Carlos Alberto Santos

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De passagem... por Dublin, Irlanda - Agosto 2019

Alto Chicapa, 26.08.19

O primeiro contato com a Republica da Irlanda foi, logo ao princípio da manhã, na moderna cidade de Dublin. Para quem se preparou, psicologicamente, para a chuva, rapidamente percebeu que o ”filme” era outro: Bom tempo, um sol radioso e temperatura primaveril.

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As primeiras impressões da cidade foram muito agradáveis. Um ambiente leve, descontraído cheio de lagos e espaços verdes ou, neste caso, de irlandeses… sedentos de sol.

Depois de um passeio panorâmico:

- Entre edifícios novos, que não destoam no espaço urbano antigo, muito bem preservado, e o edifício público georgiano, o General Post Office símbolo dos combates entre irlandeses e a Inglaterra, do nacionalismo e da proclamação da Republica da Irlanda;

- Pelas margens do rio Liffey, que divide a cidade em norte e sul;

- Pelas diferentes pontes (dizem, que são 25), incluindo a famosa Ha'Penny Bridge;

- Pelo memorial à tenacidade e à grande fome de 1845 a 1849, um conjunto de estátuas em ferro que, pelas expressões, não me deixaram indiferente;

- Pelo Monumento da Luz, “The Spire”, uma escultura pontiaguda, com 120 metros de altura, que simboliza o crescimento económico da Republica da Irlanda, depois de ter saído do Reino Unido;

- Pelas Catedrais de Christ Church e St. Patrick;

- Pelo Trinity College, a grande universidade.

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Fomos almoçar:

- Um típico guisado de carne irlandês, acompanhado por um pint de Ginness Stout (cerveja preta, malte);

- Num local acolhedor, onde atrás de cada recanto havia um passado e muitas vivencias… quase, um “country pub”. O Pub Nancy Hand num estilo vitoriano, é um conjunto fantástico… merece uma visita.

O almoço foi no andar de cima, no restaurante, que parecia ligeiramente renovado com excessivas tábuas de pinho, para o estilo. Ao lado ficava outro magnifico espaço, o piano bar.

No andar de baixo, vi três bares, o do café, o do whisk e cocktails e o do conforto, num ambiente global com muitos tijolos, armários vitorianos, frascos, garrafas, relógios antigos, uma espécie de jukebox e lareira.

Os contos irlandeses, mais antigos, já relatavam a existência de uma zona de conforto nos pubs, Snug Bar, um local, com identidade própria e entrada individualizada, para as senhoras, num espaço em linha e ligado à restante estrutura.

Terminado o almoço, rendi-me à escada que ligava os dois pisos. Uma peça magnífica à boa maneira dos filmes.

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Seguimos para uma visita guiada à Guiness Storehouse.

Ai conhecemos os modos de produção da famosa cerveja irlandesa, o seu rico património, a história da marca, uma das mais conhecidas no mundo, que em 1862 adotou a harpa irlandesa como símbolo. No último piso, no Gravity Bar desfrutámos a icónica Stout preta e também de algumas das suas variantes, entre uma música agradável e uma magnífica vista a 360 graus sobre Dublin, para a Torre de São Patrício, Croke Park, Catedral de São Patrício, Phoenix Park, Igreja John’s Lane, Trinity Colleg, Catedral Christ Church e o Promontório de Howth.

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Tudo o que nos foi contado através das gravações do equipamento distribuído à entrada, é fantástico e gigante… uma cervejeira, que foi um país dentro do país. No entanto, apesar de saber que tudo aquilo é um museu, com lojas e bares, achei, que aquela encenação de luzes e de “folclore de marketing” era exagerada.

No final, enquanto descia as escadas, já aceitava, com outros olhos, aquela promoção e também estava mais convencido pelo modelo sustentável e afortunadamente real de uma empresa que começou, quando em 1759 Arthur Guinness arrendou uma fábrica, por um período de 9000 anos, para produzir cerveja e, em simultâneo, cuidar do bem-estar e dos bons ordenados para os seus empregados.

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A meio da descida parei numa casa de banho. As condições e a limpeza eram inquestionáveis.

Por lá, alguém se esqueceu de um cartão com uma receita para o melhor guisado de carneiro da Irlanda, que transcrevo:

- Cortar a carne de carneiro magro em cubos médios;

- Cortar batatas médias ou pequenas, em pedaços;

- Cortar cenouras em tiras finas ou rodelas;

- Cortar as cebolas em rodelas finas;

- Descansar um pouco para beber dois goles de cerveja;

- Numa panela, colocar no fundo uma camada de cebola e cenouras e, só depois, uma camada de batatas;

- Temperar com ervas aromáticas ao gosto e pouco sal;

- Recobrir com a carne;

- Finalizar com um camada de cebola generosa e água suficiente, mas sem cobrir a ultima camada;

- Deve ter o cuidado de, entre camadas, ir refrescando a garganta com goles de cerveja;

- Cozinhar em lume médio;

- Para o sucesso do cozinhado e enquanto aguarda… beba mais uma cerveja Guinness, feita com malte irlandês, água de Dublin, lúpulo e levedura.

A visita a Dublin só ficaria completa com uma visita às duas catedrais na cidade:

- A Igreja de Cristo (Christ Church) construída no começo do século XI (1030), na época dos vikings, é a mais antiga. Foi reconhecida como Catedral de Dublin no ano de 1300. Entre os séculos XVI e XVIII, foi votada ao abandono… por lá, funcionou um mercado e até um pub. No final do século XIX, uma grande reforma devolveu a Catedral à cidade e ao culto como Igreja Católica de Roma. É a sede da diocese de Dublin.

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- A catedral de São Patrício (Saint Patrick’s Cathedral) é dedicada ao santo padroeiro da Irlanda. Devido à rivalidade entre as duas catedrais, o edifício atual, que data de 1220, foi denominado, Catedral Nacional da Igreja da Irlanda, de Comunhão Anglicana. Neste lugar podemos ver inúmeras representações do santo, mas ninguém sabe ao certo como seria a figura dele, pelo que há na Catedral diferentes imagens.

A, São Patrício, o grande incentivador da confissão individual, é atribuído o fato de ter feito desaparecer as cobras da ilha. Algumas das suas imagens aparecem com o Santo com um cajado a esmaga-las.

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Como a cidade não vive só de Guinness, Pubs ou Saint Patrick’s Days a visita à biblioteca, da primeira universidade da Irlanda, Trinity College, fundada pela Rainha Elizabeth I em 1592 num convento, é imperdível… olhar, de tão perto, para o maior tesouro nacional da Irlanda, o Livro de Kells… é fascinante. O livro é um manuscrito iluminado, de qualidade, que foi publicado durante a época medieval com o objetivo de divulgar o Evangelho. Foi escrito, em latim, pelos primeiros monges cristãos por volta de 800 dC. Contém os quatro evangelhos do Novo Testamento (Mateus, Marcos, Lucas e João) junto com vários textos e tabelas. A origem dos povos deve ter contribuído para o aparecimento de elementos da cultura celta em várias ilustrações. O nome teve origem no Mosteiro de Kells, lugar onde esteve até 1661. A conservação do manuscrito também impressiona bastante, sabendo que, até hoje, resistiu às invasões dos vikings, revoltas, fome, perseguições e ao desaparecimento para roubo da capa com as joias incrustadas.

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Construída entre 1712 e 1732, a câmara principal da biblioteca antiga, chamada “The Long Room” com quase 65 metros de comprimento tem mais de 200.000 livros dos mais antigos, que ainda estão em uso na universidade. É um lugar impressionante com tetos altos e abobadados e que reconheci de imediato do filme Guerra das Estrelas. Ao longo da passagem principal há bustos em mármore de personalidades, que de algum modo se relacionaram com a vida estudantil, uma cópia da proclamação da Republica da Irlanda em 1916 e o símbolo nacional do país, uma harpa do século XV chamada “Brian Boru”.

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Finalmente… foi à noite, num pub fechado com mesas corridas e em ambiente escuro que as representações culturais e o lado mágico Celta ocorreu e onde foi visível o orgulho imenso de sentirem-se como os naturais descendentes da cultura Celta.

O Merry Ploughboy, disponibilizou-nos num bom ambiente de pub, um agradável jantar, mas não esperem comida muito apaladada ou com sabores intensos, um show de música irlandesa, de clara raiz Celta e, devido à emigração, com muitas influências da música country americana, e danças alegres, sensuais e saltitantes, que, dizem, deu origem ao sapateado nos Estados Unidos.

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Se um dia forem à Irlanda ou só a Dublim envolvam-se quanto puderem nesta cultura, porque jamais vão dizer, que ingleses e irlandeses são a mesma coisa.

Carlos Alberto Santos

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De passagem... pela Irlanda, a primeira impressão - Agosto 2019

Alto Chicapa, 13.08.19

A Irlanda, ainda a “Esmeralda da Europa”, é mágica e mítica. Bom, de verdade. A paisagem não mentia: - Os campos verdes, as casas baixas e um sol surpreendente eram visíveis do avião.

À nossa chegada, comentaram: - Trouxeram o sol de Portugal!

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Foi uma viagem de sonho, que me encantou, pela simplicidade do acolhimento, pelo turismo real e pacato, pelas doces melodias, pelas danças de influência celta e únicas no género. Merecia mais um ou dois dias.

Num dia, entre as 4 estações do ano, revivi: - O meu compêndio de geografia, com as imagens da Calçada dos Gigantes, os filmes, sobre Vikings e as vivências de Velhos Lobos-do-mar nos Pubs e os livros clássicos de contos, inspirados em lendas ou duendes em penhascos perigosamente belos e, também, dos verdadeiros heróis da resistência. Há lendas para todos… sabiam que há um pote de ouro no fim do arco-íris irlandês?

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É bom sair da rotina e envolver todos os sentidos para experimentar coisas novas, alimentos menos habituais e conviver com pessoas em culturas diferentes. Até os problemas, em viagem, que ninguém os quer, são os que, regra geral, dão as melhores histórias, aposto… é essa a história da viagem que todos estão a contar.

Temia-se um tempo chuvoso ou até invernoso, mas, na verdade, foi o sol que venceu por maioria relativa. Apesar de tudo, a aliança entre São Pedro e São Patrício, funcionou muito bem.

Este tipo de viagem, em circuito, por vários locais, apesar de cansativa, pelos 1823 km, mas percorridos em boas estradas largas e com as bermas muito bem tratadas, compensa sempre… cidades, monumentos, paisagens únicas e muitas histórias, algumas impensáveis… como, aquela, a da gargalhada… a afastar a chuva.

As paisagens maravilhosas lembraram-me os Açores. Por ali também cheira a pasto, com muitas vacas e ovelhas a dominarem o horizonte. Contudo, as casas, maioritariamente pequenas e de piso térreo, fazem lembrar mini mansões de brincar onde as janelas, sem portadas ou precianas, estão cuidadosamente enfeitadas com uma jarra, flores e cortinas brancas, bordadas à moda dos anos 80.

Em cima de tanta beleza, foram muitos os ambientes naturais visitados, desde fenómenos geológicos únicos a praias com vacas e pessoas, a montanhas e vales, a vilas rurais ou de pescadores e a monumentos em ruinas, embora visitáveis, desde as Abadias a Mosteiros, castelos românticos a palácios e igrejas a fortalezas.

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Estive lá:

1- Em terras do Titanic, em Belfast, a capital da Irlanda do Norte. Lembrou-me Londres pelos cheiros, pelas bandeiras e, até, pela confusão urbanística de prédios muito altos e menos altos entre casas de um ou dois pisos. É incrível… como as nossas memórias aparecem certas e no momento!

2- Na Republica da Irlanda, em Dublin, a capital e a maior cidade da Irlanda. Como acontece em toda a ilha, a limpeza é bandeira. Não me lembro de ter visto caixotes para despejar muito ou pouco lixo, polícias e até seguranças. Os prédios são baixos e bonitos, bem preservados e num estilo incomparável, mesmo quando funcionam como Pubs. A propósito, vai um pint da Guinness?

3- No Passeio dos Gigantes ou Causeway, como é chamado. Um fenómeno geológico misterioso, talvez de uma erupção vulcânica, ao qual estão ligados mitos e variadas lendas. Imperdível.

4- Na Carrick-a-Rede, uma ponte de cordas, suspensa a 30 metros acima do nível do mar e com 20 metros de comprimento. Um grande desafio para alguns de nós. Terrível, dizia-me a senhora X, ainda em lágrimas… provavelmente tinha acabado de vencer o medo.

5- Na vila de Knock, no Condado de Mayo, no coração mariano da Irlanda. É um santuário de peregrinação católica e de oração a Nossa Senhora do Silêncio. A moderna construção apoiada em 32 pilares, para uma estrutura central e cinco capelas, é admirável, acolhedora e simples. O recinto inclui ainda a igreja inicial, uma capela recente e o Knock Folk Museum.

6- Em Kylemore, no Oeste da Irlanda, entre o lago Pollacappul e as montanhas de Connemara. Um notável castelo, originalmente construído em 1867, cheio de histórias e tragédias, novas técnicas de engenharia e experiencias agrícolas. É considerado um dos edifícios mais românticos da Irlanda.

7- Em Galway city. Uma cidade amuralhada que nasceu a partir de uma pequena comunidade de pescadores. Multidões… pela primeira vez. A localização e o porto natural ajudaram a um comércio bem-sucedido com Portugal.

8- Nas falésias de Moher, um local lindo e muito bem preservado a 214m acima do Oceano Atlântico Selvagem, há paisagens deslumbrantes.

9- Em Limerick, uma cidade importante da Republica Irlanda, onde se pratica o intercâmbio de estudantes. Aqui, fomos recebidos pela chuva. No centro histórico, foi-nos proporcionado uma visita à Catedral de Saint Mary’s e ao Castelo de King John’s do século XIII.

10- Em Portmagee, uma aldeia piscatória típica e muito colorida, que foi o ponto de partida para uma visita de barco às ilhas Skellig. Devido ao vento, ao mar agitado e a alguma prudência, não viajei. É um local rochoso, cheio de história, onde os monges conseguiam ser autossuficientes, e um habitat natural de muitas aves marinhas, como o papagaio-do-mar. Também, ali foram rodadas algumas cenas do último filme do Star Wars.

11- Em Cork, uma cidade universitária. Pareceu-me a cidade menos irlandesa e com menos alma. Visitámos a catedral Anglicana de São Fin Barre e o Castelo Celta e medieval de Cashel.

12- Em Kilkenny, uma cidade bastante acolhedora onde a simpatia das pessoas parece ser constante. É a cidade de duas famosas cervejas, a mais conhecida dá pelo nome Kilkenny e a outra, Smithwick. Com alguma chuva, ainda conseguimos explorar os jardins do castelo, as lojas das redondezas e algumas ruas.

Mais tarde, escrevo mais um pouco sobre estes locais e, também, publico algumas fotografias.

Hoje, depois de visitar a Irlanda, ainda não compreendo a razão por que não se promove este destino. Tem história, arquitetura, costa e muito mais… e em turismo de qualidade.

Apenas um reparo: - A manutenção das infraestruturas dos hotéis de 4*, que conhecemos na Irlanda, ou não existe ou é do quarto mundo. Mau.

Agradeço… os bons momentos, a excelência dos companheiros de viagem, a qualidade e a energia da guia, uma companhia e um doce, e ao Sr. Padre David pela coragem em acreditar num destino difícil, que só o é na cabeça das pessoas. Um “paraíso” na terra, a visitar, e acreditem: - Não é mais do mesmo ou ir “viajar” por “viajar”.

Carlos Alberto Santos

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Viagem à Bulgária e Roménia, 23 a 30 Abril 2019, dos Ex-Militares Companhia 3485 e Amigos

Alto Chicapa, 20.06.19

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A Bulgária, tal como a Roménia, são o espetáculo da natureza, com um património natural, rural e cultural invejável, que nos deu a oportunidade de recuar no tempo e de ter vivências diferentes do ocidente, do progresso, do consumismo e da superabundância.

Iniciávamos os dias na frágil rede de estradas que nos obrigavam a atravessar vilas inteiras, a percorrer rios, a serpentear os Cárpatos ou a percorrer aTransilvania de Drácula.

Confesso que não imaginava viver tantas emoções nesta viagem. De tudo o que vi, repito, adorei a natureza ainda em estado puro e um mundo rural ainda muito ou totalmente verdadeiro… até a vaca vem sozinha do pasto para se recolher em casa.

Podem ler mais aqui, na crónica da viagem.

Carlos Alberto Santos

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Almoço / Convívio em Santa Maria da Feira, 18/05/2019. Ex-Militares da Companhia 3485 e Amigos.

Alto Chicapa, 21.05.19

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O nosso almoço / convívio de 18 de Maio de 2019, em Santa Maria da Feira, foi, mais uma vez, um bom e desejado reencontro de camaradas, Ex-Militares da Companhia 3485. Todos tínhamos como objetivo, o convívio. É bom partilhar momentos com gente que fez parte da nossa vida.

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Obrigado ao Lugarinho e esposa, ao Freitas e esposa, ao José Gonçalves e ao Virgílio Batista pela boa e animada companhia à refeição, pelas recordações e pelas vivências de um tempo que já não volta. Por instantes, cheiros e sabores daquele tempo pareciam que se sentiam, ainda. As histórias de uns, eram o consolo de outros.

 

No total… poucos militares, mas bons… e com muitos dos ausentes no coração. O ambiente foi o habitual, onde se partilham histórias, que só alguns ainda se recordam na totalidade.

 

Os falecidos, lembrados, esses são muitos… se calhar é por eles, que este convívio não deve acabar.

 

A comida estava muito boa com os sabores equilibrados sem haver nenhum a sobrepor-se ao outro numa combinação fantástica… só mesmo provando. Se eu soubesse, tinha levado um tupperware.

Não posso deixar de comentar a simpatia de toda a gente que trabalhou no restaurante, Pedra Bela.

 

A organização teve, uma vez mais, um cunho muito especial e intimista da família Coimbra. Obrigado.

 

A eucaristia foi o ponto alto deste convívio, onde, à saída, a felicidade vinha estampada na face de cada um de nós. Bem-haja Sr. Padre, ficou no meu coração.

 

Em 16 de Maio de 2020, vamos voltar ao Norte de Portugal, à Maia. A organização é da responsabilidade da família Canossa.

 

Um abraço do tamanho do Chicapa.

Carlos Alberto Santos

Ex-Militares Companhia 3485 - ALMOÇO / CONVÍVIO EM SANTA MARIA DA FEIRA - 18 de Maio de 2019

Alto Chicapa, 06.03.19

cc3485

Manuel da Silva Coimbra

Rua da Godinha, 294

4520 – 018 ESCAPÃES

Telef. 256 302 347

Telem. 936 718 752

Correio electrónico: manuel.coimbra@hotmail.com

 

- P R O G R A M A –

 

10,00 Horas - Acolhimento no parque de estacionamento sito na Rua Dr. Belchior Cardoso da Costa, junto ao rio Cáster.

11,00 Horas – Celebração da Eucaristia na Igreja Matriz/Convento dos Loios em  sufrágio dos companheiros já falecidos.

13 Horas – Almoço no Restaurante “PEDRA BELA” - Estrada Nacional 1, (agora IC2), Rua da Malaposta, nº 496, 4520-506 Santa Maria da Feira.

 

Estão todos convidados bem como os respetivos familiares para este almoço / convívio e serão bem-vindos a Santa Maria da Feira para confraternizarmos e vivermos mais um dia fantástico e inesquecível.

A tua presença é indispensável e esperando que compareças à hora indicada, para todos participarmos no evento.

Agradeço a confirmação para este encontro até ao dia 17 de Abril de 2019 para os contactos à margem referenciados.

 

ESCAPÃES, 05 de Março de 2019.

Até lá, um abraço.  

Manuel Coimbra

Prenda de Aniversário

Alto Chicapa, 28.02.19

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O maior presente são sempre as boas pessoas, com o melhor que elas têm... e assim nos surpreendem.
Também o valor das coisas está em nós, como as sentimos, e não no objecto propriamente dito. Por isso é que existem “lenços” que valem ouro.
Adoro um presente... daqueles que me surpreendem e me deixam com cara de... sem jeito!!.
O incrível é que um presente também pode ser fantástico quando aparece no dia 28 de Fevereiro para ser aberto no dia 5 de Outubro.

 

Obrigado, com um abraço do tamanho do Chicapa.
Carlos Alberto Santos

 

Ex-Militares da 3485 no MEO Kanal

Canal nº 888882 – Ex-Militares da 3485 no MEO Kanal