O momento justifica-o e o objecto da família, Ex-Militares da Companhia de Caçadores 3485, impõe-no. Vamos, todos, contribuir com notícias e estórias do presente e do passado.
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publicado por Alto Chicapa, em 30.11.18 às 22:12link do post | favorito

Voltámos a Chaves, 47 anos depois… quase com os mesmos sentimentos.

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No entanto, a cidade raiana, de tesouros romanos e medievais, onde em tantos recantos se respira história milenar, já era outra. Mais moderna, mais urbana e, também como o resto do país, a olhar para o turismo, para o jogo e para as artes.

 

O centro histórico lá estava, ainda bonito e com algumas das suas varandas a resistirem aos novos tempos, mas… o apito do comboio na linha do Corgo foi silenciado pelas políticas economicistas, para sempre (era o Texas, de tantas aventuras entre militares).

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O quartel, o antigo BC10 (sempre excelentes e valorosos), atual RI19, estava um deserto.

Dizem, que o hospital e o tribunal perderam também a sua importância.

 

Passei por requalificações interessantes, visíveis e uteis, entre outras só de aparências, de fachada e desenquadradas da evolução, que, no seu conjunto, não chegam para disfarçar tudo o que foi mal feito e serviu para "empobrecer" e desertificar a região.

 

Ficámos no hotel Aquae Flaviae, o nome que os romanos deram à cidade, um abrigo muito agradável e recuperado com muita elegância.

Foi o local ideal para o nosso convívio e o ponto de partida para a descoberta da cidade, de lugares, sabores, cheiros, emoções e, para alguns, de memórias.

 

Depois de uma sexta-feira chuvosa entre viagens e recordações, o dia seguinte, sábado, 10 de Novembro de 2018, com mais abertas e algumas espreitadelas do sol, permitiu-nos, antes de nos dirigirmos ao nosso primeiro objetivo, um agradável passeio pelo centro histórico com as cores de outono sempre presentes. Estivemos no coração da cidade, junto da Igreja de Santa Maria Maior e na praça principal, onde os edifícios e os estilos se misturam e convivem. Estranhei a ausência de árvores, talvez outro sinal destes tempos e das mentalidades. Ainda me lembro de uma enorme, tão nobre como os edifícios ao seu redor.

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Seguiu-se, a Torre de Menagem do Castelo, hoje museu militar. Dali, antigo local de namoros “tórridos”, conseguem-se obter as melhores vistas sobre a cidade e sobre o rio Tâmega. Conta a história: - foi uma torre obsoleta para os fins para que foi construída. Nos dias de hoje, devido ao turismo e ao museu, ganhou a importância que nunca teve.

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Na Rua Direita, porta 55, morei alguns meses no ano de 1971. É uma das ruas mais pitorescas da cidade, pelo comércio, pela população, que tinha, e pelas famosas varandas que ainda fazem as delícias de quem lá passa. É bom ver que as casas mais antigas estão a ser reconstruídas mantendo-se, sem grandes alterações de estética, o traçado inicial.

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Antes das 10h30m uma coroa de flores já estava à nossa espera, à porta do RI19.

O momento, que muitos ansiavam, começava:

  1. Entrada no Regimento de Infantaria 19
  2. Apresentação de Cumprimentos
  3. Cerimónia de homenagem aos mortos em combate
  4. Missa, celebrada pelo Sr. Capelão do Regimento de Infantaria 19.

Mas, num estalar de dedos, como por magia, passou-se de um sonho programado para um pesadelo e para uma grande desilusão, bastou um minuto.

 

Segundo as palavras do Sr. Comandante:

- Não tinha dado autorização para a cerimónia de boas vindas, nem para a apresentação de cumprimentos no Regimento de Infantaria 19;

- Desconhecia a realização de uma missa às 11 horas. O Sr. Capelão foi contatado pelo guia, mas sem sucesso.

Apesar de todas estas contrariedades realizámos uma singela e informal homenagem a todos os camaradas mortos em combate. Deixámos no monumento a coroa de flores. O Sr. Aspirante, Oficial à porta de armas do RI19, fez o favor de estar presente.

 

No final, já de partida, fui chamado ao gabinete do Sr. Comandante, onde, pela postura austera, foi fácil perceber que só estava interessado em questionar-me. Enquanto lá estive nunca manifestou boa vontade e interesse para ajudar a ultrapassar algum equívoco de organização. Teimou em querer falar com os incompetentes que organizaram “isto tudo”. Não foi fácil assistir ao telefonema e à atitude rude que usou durante a conversa telefónica com a senhora da GeoStar, que acabou a acusar: - A sra. e a sua empresa são uns incompetentes.

 

Apesar dos meus 70 anos, ainda me lembro do que é ser oficial no exército, conheço e compreendo o meio, mas sinceramente: - Não autorizar uma singela cerimónia de ex-militares do BC10, só porque sim, não se compreende e nada justificava tanto ruido e a exagerada afirmação de autoridade. Foi a nódoa que marcou o nosso convívio.

 

Sr. Comandante, se um dia ler este texto, quero que saiba que lhe desejo felicidades mas, também quero que saiba que naquele dia eu teria feito melhor, teria sido mais tolerante e, sem esforço, faria tudo para realizar o sonho daqueles militares.

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De seguida, quase por atração, chegámos ao rio Tâmega, onde os sítios para corar roupa lavada e a veiga fértil de outrora são à data de hoje uma cuidada área de lazer. Depois, bem no centro da cidade, lá estava a fantástica obra Romana também conhecida por “Ponte de Trajano” ou “Ponte Romana”, linda e bem cuidada apesar dos seus 2000 anos.

A meio, estão duas colunas de grande valor histórico, com várias referências, umas atribuídas aos imperadores Titus Flavius Vespasianus e Trajano, outras ao esforço económico dos habitantes da região e aos soldados romanos da Sétima Legião.

Bem próximas, lá se veem, também sobre o rio Tâmega, as suas três irmãs muito mais novas, a Ponte Nova, a Ponte de São Roque e a Ponte Pedonal.

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À hora marcada, na Quinta do Barros, hoje Hotel Rural Quinta de Samaiões, fomos degustar um excelente almoço, numa impecável organização e num ambiente de 5 estrelas.

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Continuámos para Vilar de Perdizes, terra ligada à superstição, à religiosidade e ao paganismo, que mais parecia uma aldeia abandonada pelos seus habitantes… nem curandeiros, bruxos, videntes, médiuns, astrólogos, massagistas, ervanários ou curiosos… só estávamos nós, os turistas. Fiquei a pensar: - Será que chega um padre Fontes, que já não vai para novo, uma feira anual de produtos confecionados à base de plantas e ervas aromáticas ou uma outra iniciativa desfasada no tempo para atrair e agarrar turistas e visitantes? A nossa experiência foi de muita solidão, nem uma loja de artesanato ou a igreja visitável… só São Miguel nos contemplou.

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Terminámos o dia em Montalegre já com o frio do Barroso no corpo, mas com a alma quente. Demos um passeio pelo centro histórico, pelo castelo e fizemos uma visita guiada ao Ecomuseu e Espaço Padre Fontes. Um museu diferente, vivo e uma agradável surpresa onde a curiosidade se aguça em cada momento. Foi excelente… a senhora que nos ajudou durante a visita e nos empolgou em vários momentos, foi um exemplo de dedicação e de profissionalismo.

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Seguiu-se um jantar infernal com ritos pagãos entre crenças, medos e receios que parecem vivos no imaginário de alguns, apesar de ninguém ter admitido que acreditava em bruxas. No restaurante, com um convívio na penumbra, só com algumas velas como se impunha, e à volta de um tema que não é habitual. Para além da decoração do momento, a ementa era especial, o pão de centeio amassado pelo diabo, a língua de velha fumada, o caldo de urtigas com mijo do diabo, a posta barrosã assada nas brasas do inferno, o vinho excomungado do outro verão, a mixórdia do mau-olhado e o café negro e quente como o inferno.

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No final da ceia infernal seguiu-se um ritual em que se fez uma reza: “com esta colher levantarei labaredas deste lume, que se parece co do Inferno. Fugirão daqui as bruxas.” Depois, começou a grande “Queimada das Bruxas”, uma poção mágica à base de aguardente a 45º, açúcar, vinho tinto, pedaços de limão, mel e grãos de café. Foi aquecida num grande pote, envolta em fogo, enquanto se liam os conjuros e esconjuros que, pela sua toada irracional, resultam numa linguagem que atinge diretamente o coração dos presentes: - “Sapos e bruxas, moucos e corujas, demónios, trasgos e dianhos, espíritos, corvos, pegas e meias, feitiços mezinheiros, lume andante dos podres canhotos furados, luzinha dos bichos andantes, luz de mortos penantes, mau-olhado, negra inveja, ar de mortos, trovões e raios, pecadora língua de má mulher casada com home velho. Vade retro Satanás prás pedras cagadeiras!“.

Segundo o padre Fontes, "a poção faz bem à garganta, ao estômago e dá um sono agradável. E para quem acreditar, queima as energias negativas e livra-nos de todos os males.

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Domingo chegou rápido, era o dia do regresso. A chuva tinha voltado em força… qual verão de São Martinho. No caminho, fizemos uma breve paragem em Vila Real, onde, apesar do temporal, deu para eu dar uma volta e rever o centro histórico, que me pareceu mais alegre, moderno e colorido. Andei pela Sé de Vila Real, a Casa Diogo Cão, a casa do marinheiro Carvalho Araújo e a Igreja de São Paulo ou Capela Nova, mas não deu para abordar as tradições e as histórias locais, como as lavadeiras do Rio Corgo. Como a manhã continuava muito chuvosa e fria não resisti e entrei numa pastelaria para tomar um café quentinho e comer um doce, prontamente proposto pela empregada: - uma crista de galo.

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O almoço foi em Gaia / Porto. Muito fraquinho e sem brilho. O antigo armazém dos vinhos do Porto não ajudou, era desconfortável e frio. Valeu aquele beijo “com certificação vintage” ao aniversariante… se não fosse aquela corrente de ar, que havia na sala, o Gomes asfixiava.

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Cada vez mais acompanhados pela chuva, seguimos para Serralves, para uma viagem no tempo, a um exemplar único da arquitetura Arte Déco dos anos 30, onde o espaço privado para habitar passou a espaço de cultura e público. Por um dos vários trajetos possíveis apreciámos matas, jardins formais, uma significativa diversidade de árvores, as plantas nativas, ornamentais e exóticas, e esculturas ao ar livre.

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Terminámos a nossa visita no museu com uma passagem pela polémica, exposição fotográfica de Robert Mapplethorpe. Já vi museus com muitos mais nus, por isso não percebi tanta paixão pela polémica. No entanto, a mensagem pareceu-me algo sadomasoquista e extremada na celebração do nu, do corpo negro, em particular.

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Já de noite, seguimos para o Porto e Lisboa com a convicção de que para o ano há mais.

Carlos Alberto Santos

www.cc3485.pt


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publicado por Alto Chicapa, em 26.11.18 às 23:26link do post | favorito

Fui militar pertencente ao BCAÇ3870 CC3484 vejo e leio tudo ou quase tudo acerca da cc3485 pena é a minha que não consigo (por mais que procure) encontrar nenhum camarada da minha companhia cc3484, eu conheci ainda alguns militares da cc3485 gostaria por este meio se existe alguém que fez parte da cc3485 e mantenha contacto de alguém que fez esta época na cc3484 pois eu estou com 70 anos tive tantos amigos enquanto no Dundo e não consigo encontrar um ex-companheiro de armas vivo em Inglaterra para onde vim desde que regressei au Puto em Julho de 1974 por favor quem ler este artigo ajude

Agradecido

Antonio Feliciano


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publicado por Alto Chicapa, em 16.11.18 às 00:39link do post | favorito

Quem pegar num mapa e percorrer com um dedo a linha da fronteira norte do país, encontra Vilar de Perdizes entre o lado transmontano do Gerês e a cidade de Chaves, numa região conhecida por Alto Barroso. A aldeia não tem mais de 200 almas, gente que até aos anos 1980 viveu do contrabando e hoje ganha sustento com o gado. É por isso habitual ter dificuldades a entrar no povoado ao fim da tarde: a hora do crepúsculo enche a única estrada de acesso a Vilar de bois de raça barrosã, que regressam à corte após um dia de pasto.

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Mesmo no centro do lugar fica a casa de António Lourenço Fontes, padre. É edifício mais comprido do que largo, com paredes de granito e pequenas janelas quadradas por onde a luz entra sempre focada. Nas habitações transmontanas raramente o sol se mostra capaz de inundar um quarto inteiro - e a do Padre Fontes parece estar sempre mergulhada numa relativa penumbra. É aqui, nesta casa escura com paredes forradas de livros, que começa esta história.
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Na sua casa em vilar de Perdizes, onde para além de livros e destes diários esquecidos há uma série de máscaras do diabo - que foi recolhendo nas suas viagens pelo mundo - Fontes agarra-se a uma e diz-lhe numa voz já velha, já pouca. "Tu a mim não me metes medo. A ti, Satanás, eu agarro pelos colhões."

Ler mais aqui

Texto de Ricardo Rodrigues / Diário de Notícias

Carlos Alberto Santos


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publicado por Alto Chicapa, em 11.10.18 às 22:47link do post | favorito

Ela, uma jovem, recorreu à justiça, acusando o namorado de a ter violado.


- Diga-me lá menina o que lhe aconteceu.
- O meu namorado convidou-me para dar um passeio num carocha... Um carro da sua colecção, da Volkswagen.
- E a menina foi?
- Ó senhor doutor juiz, eu na minha inocência, fui!...
- E conte lá, depois...
 - Depois parou o carro num recanto da estrada...
- E a menina não disse nada?
- Ó senhor juiz, eu na minha inocência, pensei...
- Sim, mas conte tudo...
- Depois começou a fazer-me umas festinhas...
- E a menina não reagiu?
- Ó senhor doutor juiz, eu na minha inocência...
- E... que aconteceu?
- Tirou-me a cuequinha e....
- E... a menina deixou?...
- Ó senhor doutor juiz, eu na minha inocência deixei...
- E a seguir?
- A seguir mandou-me ir para o banco de trás...
- E a menina foi?
- Ó senhor doutor juiz, eu na minha inocência fui!
- Conte tudo... e depois?
- Depois abriu-me as pernas...
- E a menina não estranhou?
- Ó senhor doutor juiz, eu na minha inocência...
- Abriu as pernas, e?...
- Disse-me para as estender e enfiou-me cada um dos pés naquelas pegas que estão por cima dos bancos, junto às portas.
- E a menina não resistiu?
- Ó senhor doutor juiz, eu na minha inocência ...

 

- Ó menina... por hoje chega... inocente sou eu... tive um carocha durante 9 anos e só hoje é que percebi para que serviam aquelas pegas!!!

 

Carlos Alberto Santos

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publicado por Alto Chicapa, em 06.10.18 às 22:38link do post | favorito

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Cacho a cacho... é o culminar de um ano de trabalho, onde, mais tarde, o cheiro a engaço e mosto permanecem iguais.

O vinho a tudo tem resistido: às mudanças de hábitos alimentares e até à confusão entre alcoolismo e consumo de vinho.

 

Pasteur disse um dia: "Existe mais filosofia numa garrafa de vinho, que em todos os livros".

 

Apesar das guerras económicas, formatadas para nos empobrecer e engordar mercados, ainda há Setembro… Outubro… e as vindimas, mas a vida e o clima alteram-se para melhor ou para pior... mas, cabe a cada um de nós saber viver felizes!

 

A minha gratidão aos amigos, de sempre… e já lá vão 18 anos.

Obrigado... é sempre um dia muito feliz, de casa cheia.

 

Carlos Alberto Santos


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publicado por Alto Chicapa, em 18.09.18 às 00:55link do post | favorito

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Santorini conquista-nos à distância.

 

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Á chegada do barco, a magia e o encanto da ilha e o azul do mar deixaram-me seduzido e deslumbrado com as casas no alto do vulcão.

Seguiu-se o desafio de chegar lá acima, à cidade, Fira a capital, em cima de um burro ou, em opção, de teleférico.

Do ponto vista geológico, construir no topo de um alto penhasco, na vertical para a lagoa da caldeira do vulcão, onde um grande navio até parece um barco em miniatura, é de loucos.

 

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O que vi da ilha esteve à altura das minhas expectativas. Pequenas ruas repletas de multidões, lojas de tudo e de nada, mas uma ilha lindíssima, especialmente devido à sua arquitetura, única. É um local que depende dos cruzeiros e que vive para e do turismo.

Mais um ponto obrigatório ao pôr-do-sol, aquele clássico da Grécia que ninguém pode perder.

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Carlos Alberto Santos


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publicado por Alto Chicapa, em 16.09.18 às 15:16link do post | favorito

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Dizem: - A ilha de Creta representa mais de vinte por cento do turismo na Grécia.

 

Sem o turismo, a sua agricultura, pecuária, pescas e uma montanha, com 2400 metros de altitude, a grande fornecedora de água doce, torna-a autossuficiente, motivos que confirmam a sua importância comercial na antiguidade.

 

A Pátria de Zeus, de ruínas, de muitos povos Minoicos, Micénicos, Dórios, Venezianos, Turcos, Alemães, Gregos… e da convivência entre Cristãos Ortodoxos e Muçulmanos ou a terra de Nikos Kazantzakis , autor de Zorba, o Grego, um livro e um filme que fizeram parte da minha juventude.

 

Creta pareceu-me ter algo para agradar a todos, uma ilha com pessoas que têm uma vida real, muito para além do turismo. Iniciámos a nossa visita pela capital, Heraklion.

A um domingo de manhã, é sempre difícil ver como vive uma cidade, no entanto, entre zonas com os efeitos da crise e outras disfarçadas por lojas da moda ou de marca e esplanadas para o turismo, lá fomos passando por locais históricos e por algumas lojas de recordações, daquelas que se veem em todos os lugares e onde, de imediato, dou meia volta.

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Depois deste breve “tour” seguimos de autocarro para o palácio de Knossos onde governou o rei Minos, fundador da civilização Minóica.

 

Foi no campus arqueológico das ruínas minoicas e nos trabalhos de reconstrução, executados desde o início do séc. XX, que senti algum desconforto pelo exagero dos restauros e pelos materiais modernos a cobrir quase na totalidade dos antigos, em vez de suprimirem apenas as falhas. Também os frescos, apesar de serem cópias, brilham em tintas modernas. Percebi nesta visita, quanto é importante um restauro de qualidade (este não é, em comparação com os outros campus visitados) e que tudo deve ser colocado de modo a que não haja a mais pequena sombra de dúvida sobre o que é antigo e o que é moderno.

 

Também me desagradou, quando a guia substitui a história antiga do labirinto onde Minos mandou encerrar o Minotauro por outra mais doméstica onde o labirinto passou a ser os fundos do palácio e o emaranhado de corredores, salas e armazéns… que deixava confuso quem por lá se metesse… a mitologia continua.

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Carlos Alberto Santos

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publicado por Alto Chicapa, em 14.09.18 às 00:01link do post | favorito

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Com mais umas horas de navegação chegámos a uma ilha árida e rochosa, onde os seus residentes fazem bastantes sacrifícios, um local para onde, no tempo dos romanos, eram deportados os piores malfeitores. Com exceção do peixe, pescado localmente, tudo o resto vem de outras ilhas, incluindo a água, fornecida em navios tanque.

 

O apóstolo João refugiou-se nesta ilha. Aqui escreveu o Livro do Apocalipse e continuou a escrita do seu evangelho.

Foi na minúscula gruta do apocalipse, na meia encosta, que viveu. É um local sem ofícios religiosos, no entanto é para aqui que os visitantes afluem para fazerem as suas preces e tocarem na pedra onde João escrevia, de pé, ao lado de outra onde descansava.

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Junto ao mosteiro de São João, no topo do monte, há outra atividade com lojas, restaurantes e alguns residentes.

Na antiguidade, para se defenderem dos piratas, o mosteiro foi construido como um castelo medieval com muros, bastiões e, no seu interior, uma igreja bizantina, dedicada a São João e decorada com frescos de diferentes épocas.

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Carlos Alberto Santos


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publicado por Alto Chicapa, em 12.09.18 às 23:15link do post | favorito

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Manhã cedo, quase ao nascer do sol, chegámos ao porto de Kusadasi na Turquia, uma cidade turística situada no Mar Egeu.

Em terra firme, a caminho da antiga cidade de Éfeso, visitámos um local de peregrinação, a Casa da Virgem Maria, no monte Koressos.

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Devido às perseguições, diz-se que Maria foi trazida para este lugar por São João Evangelista para uma pequena casa de pedra na montanha, onde terá vivido os últimos anos, até à sua Assunção.

Durante as visitas ao santuário, por cristãos e muçulmanos, há o costume de se acenderem velas, beber água das fontes e no "Muro dos Pedidos" deixar mensagens escritas num pano ou papel.

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Passados poucos quilómetros, chegámos a uma das Sete Maravilhas do Mundo Antigo, as ruínas da cidade de Éfeso, a cidade da deusa mãe, e os vestígios do templo a si dedicado. A deusa Artemis, uma divindade muito particular, que se representava com dezenas de seios, era a deusa da vegetação selvagem, dos animais indomados e da caça. No tempo dos romanos a cidade é convertida no maior centro comercial de toda a Ásia Menor. O cristianismo também esteve ligado a Éfeso. O apóstolo São João viveu na cidade onde escreveu parte do seu evangelho, e também São Paulo ali desenvolveu ação missionária e escreveu algumas importantes cartas, como a Carta aos Corintos.

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Hoje é Patrimônio Cultural da Humanidade e um dos sítios arqueológicos mais visitados no mundo, foi a segunda maior cidade do Império Romano, com um grande teatro projetado para cerca de 25 mil espectadores.

 

Gostei da Biblioteca de Celso, da Rua de Mármore, do Bordel, do Grande Teatro e a Igreja de Santa Maria.

 

Carlos Alberto Santos


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publicado por Alto Chicapa, em 10.09.18 às 00:10link do post | favorito

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Na mitologia grega, Mykonos é filho de Apolo, deus da Luz e do Sol.

Hoje, tudo é diferente e a ilha, de seu nome, é especial. Para além da animação, da arquitetura grega, das ruas labirínticas com varandas floridas, há também uma bela pequena Veneza ou bairro dos artistas, com casas banhadas pelo mar, centenas de igrejas e um indiscritível por do sol, com mar à frente e cinco moinhos de vento venezianos ao lado.

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É notória a mistura de heranças desde os jónicos até à família Onassis, esta responsável pela inúmeras lojas de joias.

 

Nos anos 80, Mykonos era conhecida como a ilha grega de todas as liberdades e, ainda hoje, bem visível, é o paraíso dos casais homossexuais.

 

Apesar do verde ser uma raridade, mesmo assim fiquei rendido à beleza do conjunto, à tranquilidade da população e à beleza dos inúmeros gatos.

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Carlos Alberto Santos


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Canal nº 888882 – Ex-Militares da 3485 no MEO Kanal
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