O momento justifica-o e o objecto da família, Ex-Militares da Companhia de Caçadores 3485, impõe-no. Vamos, todos, contribuir com notícias e estórias do presente e do passado.
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publicado por Alto Chicapa, em 11.10.18 às 22:47link do post | favorito

Ela, uma jovem, recorreu à justiça, acusando o namorado de a ter violado.


- Diga-me lá menina o que lhe aconteceu.
- O meu namorado convidou-me para dar um passeio num carocha... Um carro da sua colecção, da Volkswagen.
- E a menina foi?
- Ó senhor doutor juiz, eu na minha inocência, fui!...
- E conte lá, depois...
 - Depois parou o carro num recanto da estrada...
- E a menina não disse nada?
- Ó senhor juiz, eu na minha inocência, pensei...
- Sim, mas conte tudo...
- Depois começou a fazer-me umas festinhas...
- E a menina não reagiu?
- Ó senhor doutor juiz, eu na minha inocência...
- E... que aconteceu?
- Tirou-me a cuequinha e....
- E... a menina deixou?...
- Ó senhor doutor juiz, eu na minha inocência deixei...
- E a seguir?
- A seguir mandou-me ir para o banco de trás...
- E a menina foi?
- Ó senhor doutor juiz, eu na minha inocência fui!
- Conte tudo... e depois?
- Depois abriu-me as pernas...
- E a menina não estranhou?
- Ó senhor doutor juiz, eu na minha inocência...
- Abriu as pernas, e?...
- Disse-me para as estender e enfiou-me cada um dos pés naquelas pegas que estão por cima dos bancos, junto às portas.
- E a menina não resistiu?
- Ó senhor doutor juiz, eu na minha inocência ...

 

- Ó menina... por hoje chega... inocente sou eu... tive um carocha durante 9 anos e só hoje é que percebi para que serviam aquelas pegas!!!

 

Carlos Alberto Santos

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publicado por Alto Chicapa, em 06.10.18 às 22:38link do post | favorito

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Cacho a cacho... é o culminar de um ano de trabalho, onde, mais tarde, o cheiro a engaço e mosto permanecem iguais.

O vinho a tudo tem resistido: às mudanças de hábitos alimentares e até à confusão entre alcoolismo e consumo de vinho.

 

Pasteur disse um dia: "Existe mais filosofia numa garrafa de vinho, que em todos os livros".

 

Apesar das guerras económicas, formatadas para nos empobrecer e engordar mercados, ainda há Setembro… Outubro… e as vindimas, mas a vida e o clima alteram-se para melhor ou para pior... mas, cabe a cada um de nós saber viver felizes!

 

A minha gratidão aos amigos, de sempre… e já lá vão 18 anos.

Obrigado... é sempre um dia muito feliz, de casa cheia.

 

Carlos Alberto Santos


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publicado por Alto Chicapa, em 18.09.18 às 00:55link do post | favorito

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Santorini conquista-nos à distância.

 

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Á chegada do barco, a magia e o encanto da ilha e o azul do mar deixaram-me seduzido e deslumbrado com as casas no alto do vulcão.

Seguiu-se o desafio de chegar lá acima, à cidade, Fira a capital, em cima de um burro ou, em opção, de teleférico.

Do ponto vista geológico, construir no topo de um alto penhasco, na vertical para a lagoa da caldeira do vulcão, onde um grande navio até parece um barco em miniatura, é de loucos.

 

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O que vi da ilha esteve à altura das minhas expectativas. Pequenas ruas repletas de multidões, lojas de tudo e de nada, mas uma ilha lindíssima, especialmente devido à sua arquitetura, única. É um local que depende dos cruzeiros e que vive para e do turismo.

Mais um ponto obrigatório ao pôr-do-sol, aquele clássico da Grécia que ninguém pode perder.

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Carlos Alberto Santos


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publicado por Alto Chicapa, em 16.09.18 às 15:16link do post | favorito

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Dizem: - A ilha de Creta representa mais de vinte por cento do turismo na Grécia.

 

Sem o turismo, a sua agricultura, pecuária, pescas e uma montanha, com 2400 metros de altitude, a grande fornecedora de água doce, torna-a autossuficiente, motivos que confirmam a sua importância comercial na antiguidade.

 

A Pátria de Zeus, de ruínas, de muitos povos Minoicos, Micénicos, Dórios, Venezianos, Turcos, Alemães, Gregos… e da convivência entre Cristãos Ortodoxos e Muçulmanos ou a terra de Nikos Kazantzakis , autor de Zorba, o Grego, um livro e um filme que fizeram parte da minha juventude.

 

Creta pareceu-me ter algo para agradar a todos, uma ilha com pessoas que têm uma vida real, muito para além do turismo. Iniciámos a nossa visita pela capital, Heraklion.

A um domingo de manhã, é sempre difícil ver como vive uma cidade, no entanto, entre zonas com os efeitos da crise e outras disfarçadas por lojas da moda ou de marca e esplanadas para o turismo, lá fomos passando por locais históricos e por algumas lojas de recordações, daquelas que se veem em todos os lugares e onde, de imediato, dou meia volta.

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Depois deste breve “tour” seguimos de autocarro para o palácio de Knossos onde governou o rei Minos, fundador da civilização Minóica.

 

Foi no campus arqueológico das ruínas minoicas e nos trabalhos de reconstrução, executados desde o início do séc. XX, que senti algum desconforto pelo exagero dos restauros e pelos materiais modernos a cobrir quase na totalidade dos antigos, em vez de suprimirem apenas as falhas. Também os frescos, apesar de serem cópias, brilham em tintas modernas. Percebi nesta visita, quanto é importante um restauro de qualidade (este não é, em comparação com os outros campus visitados) e que tudo deve ser colocado de modo a que não haja a mais pequena sombra de dúvida sobre o que é antigo e o que é moderno.

 

Também me desagradou, quando a guia substitui a história antiga do labirinto onde Minos mandou encerrar o Minotauro por outra mais doméstica onde o labirinto passou a ser os fundos do palácio e o emaranhado de corredores, salas e armazéns… que deixava confuso quem por lá se metesse… a mitologia continua.

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Carlos Alberto Santos

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publicado por Alto Chicapa, em 14.09.18 às 00:01link do post | favorito

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Com mais umas horas de navegação chegámos a uma ilha árida e rochosa, onde os seus residentes fazem bastantes sacrifícios, um local para onde, no tempo dos romanos, eram deportados os piores malfeitores. Com exceção do peixe, pescado localmente, tudo o resto vem de outras ilhas, incluindo a água, fornecida em navios tanque.

 

O apóstolo João refugiou-se nesta ilha. Aqui escreveu o Livro do Apocalipse e continuou a escrita do seu evangelho.

Foi na minúscula gruta do apocalipse, na meia encosta, que viveu. É um local sem ofícios religiosos, no entanto é para aqui que os visitantes afluem para fazerem as suas preces e tocarem na pedra onde João escrevia, de pé, ao lado de outra onde descansava.

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Junto ao mosteiro de São João, no topo do monte, há outra atividade com lojas, restaurantes e alguns residentes.

Na antiguidade, para se defenderem dos piratas, o mosteiro foi construido como um castelo medieval com muros, bastiões e, no seu interior, uma igreja bizantina, dedicada a São João e decorada com frescos de diferentes épocas.

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Carlos Alberto Santos


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publicado por Alto Chicapa, em 12.09.18 às 23:15link do post | favorito

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Manhã cedo, quase ao nascer do sol, chegámos ao porto de Kusadasi na Turquia, uma cidade turística situada no Mar Egeu.

Em terra firme, a caminho da antiga cidade de Éfeso, visitámos um local de peregrinação, a Casa da Virgem Maria, no monte Koressos.

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Devido às perseguições, diz-se que Maria foi trazida para este lugar por São João Evangelista para uma pequena casa de pedra na montanha, onde terá vivido os últimos anos, até à sua Assunção.

Durante as visitas ao santuário, por cristãos e muçulmanos, há o costume de se acenderem velas, beber água das fontes e no "Muro dos Pedidos" deixar mensagens escritas num pano ou papel.

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Passados poucos quilómetros, chegámos a uma das Sete Maravilhas do Mundo Antigo, as ruínas da cidade de Éfeso, a cidade da deusa mãe, e os vestígios do templo a si dedicado. A deusa Artemis, uma divindade muito particular, que se representava com dezenas de seios, era a deusa da vegetação selvagem, dos animais indomados e da caça. No tempo dos romanos a cidade é convertida no maior centro comercial de toda a Ásia Menor. O cristianismo também esteve ligado a Éfeso. O apóstolo São João viveu na cidade onde escreveu parte do seu evangelho, e também São Paulo ali desenvolveu ação missionária e escreveu algumas importantes cartas, como a Carta aos Corintos.

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Hoje é Patrimônio Cultural da Humanidade e um dos sítios arqueológicos mais visitados no mundo, foi a segunda maior cidade do Império Romano, com um grande teatro projetado para cerca de 25 mil espectadores.

 

Gostei da Biblioteca de Celso, da Rua de Mármore, do Bordel, do Grande Teatro e a Igreja de Santa Maria.

 

Carlos Alberto Santos


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publicado por Alto Chicapa, em 10.09.18 às 00:10link do post | favorito

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Na mitologia grega, Mykonos é filho de Apolo, deus da Luz e do Sol.

Hoje, tudo é diferente e a ilha, de seu nome, é especial. Para além da animação, da arquitetura grega, das ruas labirínticas com varandas floridas, há também uma bela pequena Veneza ou bairro dos artistas, com casas banhadas pelo mar, centenas de igrejas e um indiscritível por do sol, com mar à frente e cinco moinhos de vento venezianos ao lado.

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É notória a mistura de heranças desde os jónicos até à família Onassis, esta responsável pela inúmeras lojas de joias.

 

Nos anos 80, Mykonos era conhecida como a ilha grega de todas as liberdades e, ainda hoje, bem visível, é o paraíso dos casais homossexuais.

 

Apesar do verde ser uma raridade, mesmo assim fiquei rendido à beleza do conjunto, à tranquilidade da população e à beleza dos inúmeros gatos.

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Carlos Alberto Santos


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publicado por Alto Chicapa, em 07.09.18 às 23:21link do post | favorito

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As ilhas gregas, nascidas de erupções vulcânicas ou de grandes deslizamentos de terras, são distintas entre elas, umas com grande interesse museológico ou religioso e outras, as mais desejadas, com praias de mar turquesa, sol generoso e uma intensa vida social, diurna e noturna.

 

Das 6000 ilhas, 227 estão habitadas mas só 78 tem mais de 100 habitantes.

 

Viajar de barco pelo arquipélago é uma experiencia marcante e intensa. É a melhor maneira de conhecer algumas ilhas, como Miconos, Patmos, Santorini e Creta, na Grécia e Kusadasi na Turquia.

Nestes locais, de barco ou de cruzeiro, como agora está na moda dizer, é a melhor opção e tem boas vantagens. A alimentação e as bebidas estão incluídas e a dormida, apesar de ser em instalações miniatura, é aceitável.

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Nestes navios, onde o lazer e o entretenimento parecem quase abrangentes a diferentes gostos, viaja-se de noite, deixando as visitas, de uma ou duas ilhas, para o início do dia.

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A vida social, é intensa, prolonga-se pela noite dentro, entre espetáculos musicais e outros, dança, casino, SPA, companhias casuais, enfim… há para todos os desejos, gostos e idades.

 

As comunicações a bordo via telemóvel podem ser uma desagradável surpresa para a carteira, se, sem sabermos, nos afastámos mais de 12 milhas da costa e passamos para uma ligação via satélite. Também, pelo mesmo motivo, se usamos o telemóvel como despertador, com fuso horário e horas automáticas, há uma grande hipótese de não se acordar a horas certas. Em alto mar, por experiencia, deve-se usar sempre o telemóvel com horas e fuso horário em modo manual.

 

Apesar da alimentação e das comodidades serem realmente agradáveis, também me agradou a intranet do barco, com boa informação da vida a bordo, a localização do barco no mar e alguns canais de televisão. É pena não haver um canal interno para transmitir algum dos espetáculos da noite.

Ao fim do dia, é colocada na cabine (quarto) uma folha informativa, em papel, no nosso idioma, com as atividades do dia seguinte, internas e externas.

 

As desvantagens existem, mas não são assim tantas. Elas são imediatamente sentidas, com as malas, à entrada e à saída, com os muitos passageiros a circular e até nos primeiros contatos com a vasta população de funcionários. A integração no ambiente, não é imediata, a organização do acesso ao restaurante nem sempre é a melhor, as saídas para as visitas também foram muito confusas, lentas ou com filas paradas. Nestes momentos, há sempre muita azáfama entre os vários decks (andares), enfim… uma cidade pequena, onde, até, há um cartão interno para compras, identificação e acessos no barco. Há outras exigências, como, por exemplo, o vestuário (dress-code) em alguns eventos.

Avisaram, que são rigorosos nas partidas, o que quer dizer… com um atraso, mesmo involuntário, ficamos a ver navios.

 

Carlos Alberto Santos

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publicado por Alto Chicapa, em 03.09.18 às 22:26link do post | favorito

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CORINTO - Tinha que ser uma ilusão e só na minha cabeça. Isto dos canais, Canal de Corinto, Canal do Suez ou Canal do Panamá, para além do meu fascínio por estas obras, o resto acabava por ser mais um canal, quase tudo igual.

 

Quando, no local, olhei aquela estreita ligação do Mar Egeu ao Golfo de Corinto, inaugurada em 1893, o Canal de Corinto (21 metros de largura), fiquei com a sensação de que não servia para nada, apesar dos seus 6 quilómetros. É verdade que os tempos são outros e os barcos também, pelo que percorrer os 400 quilómetros a contornar o Peloponeso não será o mesmo o que acontecia no tempo dos barcos à vela. Hoje, serve para barcos mais pequenos e turísticos.

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O ponto alto da visita a Corinto, foi a cidade velha e o templo de Apolo com as colunas monolíticas (peça única), um dos mais famosos da Grécia. Os vestígios arqueológicos são impressionantes, apesar de serem só 4% da cidade antiga, lá estava o que restava da fonte termal, a praça do mercado, o teatro, as muralhas e o local da tribuna de onde muitos corintos ouviram as palavras e os conselhos pastorais de São Paulo.

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Não visitei o museu e a montanha e o Acrocorinto amuralhado, lá no alto.

 

DELFOS - Parece ter sido escolhido a dedo, junto de um desfiladeiro no monte Parnaso, cuja encosta acaba no Golfo de Corinto, é um local com um ambiente sagrado e misterioso, próprio dos deuses.

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Delfos significava para os gregos o omphalos, o umbigo, o centro do mundo.

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O oráculo de Delfos entre rochas e gases sulfurosos impunha respeito a quem vinha escutar a sacerdotisa Pitonisa, através da qual o deus Apolo falava, com misteriosas profecias.

Visitavam o oráculo, particulares, políticos, religiosos, artistas e até desportistas. Aqui procuravam estabelecer um contato com o conhecimento divino. Dizem, que foi em Delfos a proclamação de Sócrates como o homem mais sábio da Grécia e onde aprendeu o lema mais famoso da Humanidade: "conhece-te a ti próprio".

O santuário de Apolo estava rodeado por monumentos, o templo da deusa Atena, de Dionísio, estátuas, um teatro, um ginásio, o muro de pedra repleto de inscrições e outros templos de menor dimensão.

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MOSTEIRO BIZANTINO DE SÃO LUCAS - Impressiona a construção medieval com os seus mosaicos sobre fundo dourado, as pinturas e a decoração. Ossios Loukas, em grego, é Patrimônio Mundial da UNESCO.

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Carlos Alberto Santos


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publicado por Alto Chicapa, em 27.08.18 às 23:16link do post | favorito

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Atenas é a mais oriental e uma das mais velhas capitais do mundo ocidental.

Os seus primeiros habitantes escolheram uma colina rochosa, pelas defesas naturais, para se instalarem. Na mitologia relatam uma luta entre Atena e Posídon, da qual saiu vencedora a deusa virgem, em honra da qual se dedicou a Acrópole, tendo como monumento mais famoso o templo, a ela dedicado, Pártenon, o templo da virgem. A Acrópole (a cidade alta, em grego), teve o seu apogeu cultural, comercial e militar, no tempo de Péricles, governante, político e estratega.

 

Quando cheguei a Atenas, fiquei irremediavelmente atraído por aquela colina de rocha calcária e pelas colunas de mármore branco, com vinte estrias.

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Com a destreza, que os meus 70 anos o permitem e o entusiasmo de chegar perto do Pártenon, ídolo da minha adolescência, dou comigo em subida acelerada atrás de uma guia, que teimava numa medíocre atitude de liderança, sempre, mais, interessada em posicionar-se à sombra e despejar, despejar a cassete… depois, temos que andar, o programa é intenso, despachar… depois, o que impressiona aqui, é o tamanho e as colunas, agora, importante, é o templo Erecteion, bem mais pequeno, dedicado ao herói Erecteu, onde se destacam as estátuas das jovens sacerdotisas, que servem de colunas na entrada, as Cariátides, mas… conta a lenda, que, aqui, Posídon (deus do mar) espetou o tridente na rocha e saiu água e Atena criou a árvore de oliveira… tudo mitologia, mas… o meu fascínio por isto e o que restava da aprendizagem na minha adolescência perdia-se aos poucos entre o relativismo das explicações, à displicente visita e à forma desinteressante como se abordou o templo dedicado à deusa Atena, o símbolo da Grécia e da democracia.

 

Segundo a minha visão, ainda anda por ali uma imagem de desleixo de quem deixou tudo aquilo chegar a um ponto vergonhoso, mas que as atuais obras parecem querer disfarçar.

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Apesar de tudo, no local, decido abandonar a guia, dar largas ao meu espírito e viajar, de papel na mão, como pude, naquela complexa densidade histórica. Voltei ao Partenon e às suas colunas, ao Propileu, o portão para a parte sagrada da Acrópole e ao Templo de Atena Nice (Vitória), simbólico da harmonia e das vitórias sobre os persas.

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Lá no alto, ainda olhei em redor, para a colina Leabeto, com a capela de São Jorge no topo, e para o mar Egeu, num amplo horizonte, onde me perdi em imaginação, pelas épocas, da Guerra de Troia, das aventuras de Ulisses, que li e reli, e dos filósofos Aristóteles, Platão e Sócrates.

 

Depois, caminhando na encosta sul, ao lado do santuário de Dionísio, o teatro de Dionísio, o mais importante da Grécia antiga onde se representaram pela primeira vez as tragédias e as comédias.

Também junto da Acrópole, o magnífico Odéon de Herodes, construído à imagem dos teatros romanos, que, ainda hoje, recebe muitas manifestações artísticas, como o festival de Atenas.

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Na parte baixa da colina, lá estavam o Areópago, onde se reunia o tribunal e a porta de Adriano ou arco de Adriano, que marcava os limites entre a cidade de Adriano e a cidade de Teseo, e o estádio Panateniense do século IV a.C. restaurado para os jogos olímpicos da era moderna.

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A praça Sintagma, moderna, que significa Constituição, mereceu uma visita a pé. O parlamento grego está na sua parte superior. Aí, é possível apreciar o render da guarda entre manobras, vestes e outros formalismos aparentemente caricatos.

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O bairro de Plaka é para Atenas como Montmatre é para Paris. É o tradicional centro da cidade, desde a antiguidade, para compras ou um simples passeio à noite, entre uma multidão de turistas, vestígios arqueológicos, igrejas, artistas, ruas tipicamente estreitas, com lojas variadas de ambos os lados, restaurantes, bares e esplanadas com uma enorme afluência.

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Apesar do brilhantismo do passado e da sua riqueza cultural, a cidade de Atenas não escapou, como outras capitais europeias, aos ideais vigentes nas políticas de empobrecimento das populações, uma espécie de genocídio económico.

 

Doeu-me o que vi, a extrema pobreza e o recurso ao caixote de lixo, mesmo com a abundância desmedida noutros locais, a evidente degradação das habitações e a droga consumida por dezenas, ali à luz do dia, num passeio público a caminho da Praça Syntagma.

 

Precisamos de reinventar a vida… talvez o brilhantismo deste passado e a riqueza cultural grega, ajudem.

 

Carlos Alberto Santos


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