O momento justifica-o e o objecto da família, Ex-Militares da Companhia de Caçadores 3485, impõe-no. Vamos, todos, contribuir com notícias e estórias do presente e do passado.
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publicado por Alto Chicapa, em 31.08.17 às 00:10link do post | favorito

Como quase todas as cidades, Zagreb, a capital da Croácia, tem alguns recantos interessantes.

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No entanto, sem grandes atrações turísticas, não me seduziu nem encontrei algo que a distinga em particular.

A visita começou na praça Kaptol, onde fica a Catedral da Assunção e Abençoada Maria (Marijina Uznesenja i Svetog Stjepana), símbolo de Zagreb. Devido a guerras e a alguns fenómenos naturais, foi recuperada por várias vezes.

Hoje, com as duas torres dos sinos reconstruidas, o seu interior é um grande tesouro religioso. O altar e os vitrais são lindos. No exterior, no lado esquerdo, junto ao muro, há algumas pedras e colunas antigas, gastas pelo tempo e pela má conservação durante o tempo do comunismo. Durante o terramoto de 1880, os relógios de Zagreb pararam. O da Catedral, agora exposto neste muro, parou às 07h03 marcando aquele momento.

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Logo em frente, há uma bela coluna com a imagem dourada de Nossa Senhora, no topo, cercada na base por quatro anjos. Dizem que guarda a catedral e da praça vigia tudo e todos.

Neste local, também havia um museu pouco comum. O Museu das Relações Terminadas onde se mostra o desamor e a dor ou o alívio em arte. Ganhou o Prémio Europeu de Museu mais inovador da Europa.

Seguindo uma rua perpendicular à Catedral chega-se a uma grande praça retangular, sítio onde se instala o famoso Mercado Dolac, uma feira diária de frutas, verduras e artesanato, que tinha acabado de acontecer. Também não consegui visitar a parte coberta do mercado no subsolo.

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Continuando o passeio pela Rua (Ulica) Tkalciceva, encontra-se a escultura de São Jorge a cavalo, já de capacete na mão e com o dragão vencido. Contornando São Jorge e indo ao longo do muro medieval, de defesa, ainda preservado, chega-se a uma porta da cidade chamada de Kamenita Vrata, hoje quase um santuário. Contam que o fogo destruiu tudo o que era de madeira, à exceção de um quadro da Virgem Maria com Jesus. Os moradores salvos do fogo construíram uma pequena capela no arco da porta.

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Seguindo em frente, chega-se à Praça de São Marcos localizada bem no centro da cidade alta.

No meio da praça, está a Igreja de São Marcos, com o portal mais rico e valioso da Europa Ocidental em estilo gótico. No topo estão, José, Maria e o menino Jesus e, abaixo deles, São Marcos com o leão, e ainda, os doze apóstolos ladeando o portal. O seu telhado é todo coberto com um mosaico de telhas brancas e vermelhas. Está decorado com dois antigos brasões (1499), os escudos de armas do reino Croácia, Dalmácia e Eslavónia e na parte direita o de Zagreb. Nesta praça também está o Edifício do Parlamento onde foi proclamada a separação da Croácia do reino austro-húngaro e a independência da antiga Jugoslávia.

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Logo de seguida passámos pela Igreja jesuíta de Santa Catarina, na praça com o mesmo nome, e da rua Cirilo e Metódio, chega-se à Torre Kula Lotrscak, que segundo conta a lenda um tiro certeiro de canhão, num prato de polvo, disparado desde essa torre, aterrorizou um acampamento de invasores turcos que, com medo, retiraram.

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Depois descemos muitas escadas, entre muros que cheiravam a urina, até à Praça Central Ban Jelacic, o coração de Zagreb. Um local com grandes lojas, casas de câmbio, transportes, muitas esplanadas e o hotel onde íamos pernoitar.

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 Carlos Alberto Santos


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publicado por Alto Chicapa, em 15.08.17 às 01:02link do post | favorito

Na semana passada, recebi uma carta escrita a quatro mãos, sim... com selo e tudo. Está surpreendente pelo formato e pelo conteúdo. Estes dois amigos, que me enviaram um texto tão gentil, terminaram a afirmar: - Apesar das diferenças, os amigos verdadeiros são iguais naquilo que os une.

 

Também durante a visita à Croácia, sempre que era oportuno, diziam-me: - Pode acabar tudo, menos o nosso São Martinho, o encontro traz-nos lembranças, risos e abraços.

 

 

Na vida, não podemos – nem conseguimos – ser felizes sem amigos, mas sinceramente; Sempre pensei que, mais tarde ou mais cedo, iria aparecer alguém, que se chegava à frente... como se costuma dizer.

 

Bem... vamos, então, ao que interessa.

 

A Operação "Vou ali e já venho", é o nosso São Martinho de 2017. Fica marcado para os dias 10, 11 e 12 de Novembro.

 

A finalidade do encontro, a qualidade e a boa organização vão manter-se, mas o modelo vai ser alterado. Entendi que era necessário mudar, porque precisamos de ter menos preocupações, experimentar coisas novas e haver mais liberdade nas deslocações. É natural que o preço suba um pouco, ou talvez não... as contas fazem-se no fim.

 

Quando concretizar todo este projeto, a "Operação Vou ali e já venho", dou mais notícias.

Também agradeço a vossa colaboração na organização dos grupos para que o meu "fardo" seja mais leve.

 

 

Viagem em Abril de 2018.

Período a considerar: entre 22 e 29.

 

Em data oportuna vou apresentar-vos três programas, a escolher. Um para a Europa, outro para Cuba e mais um para a Ilha da Madeira. As viagens da Europa e de Cuba são organizadas com saídas em simultâneo de Lisboa e do Porto. Para a Madeira a saída é de Lisboa, e do Porto se houver um voo direto ou então em autocarro para Lisboa.

Também agradeço a vossa colaboração na organização da viagem. Cheguem-se à frente e apresentem uma proposta vossa, válida, e que possa ser gerida pelo próprio.

 

É bom ter amigos e saber que os anos passam mas a amizade continua.

 

Um abraço do tamanho do Chicapa.

 

Carlos Alberto Santos

www.cc3485.pt


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publicado por Alto Chicapa, em 12.08.17 às 00:51link do post | favorito

Uma viagem não é apenas um programa turístico.

 

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É a experiência real a lidar com o stress de multidões, a aproveitar o dia mesmo quando está muito calor ou a chegar a tempo de ver o pôr do sol em Zagreb. É concluir que não há nenhuma fotografia que faça justiça a tanta beleza nos lagos de Plitvice ou em Medjugorje, "Entre Montes", trocar, por um dia, a capa de turista pela de um peregrino e descansar o espírito numa missa sob a bênção da Virgem Maria (Gospa, em croata).

 

 

É provar um vinho ou uma caneca de cerveja junto ao mar Adriático num tasco de uma qualquer ruela esquecida de Zadar. É experimentar todas as comidas, mesmo quando o arroz ainda estava cru na Bósnia, e achar , que em cada paragem, foi sempre a melhor refeição. É dar um beijo apaixonado na mulher depois de uma noite de amor em Split e pensar... quantos terão feito o mesmo ao longo dos séculos.

 

 

É encontrar poesia nas aves que sobrevoam as encostas e a grandeza das muralhas de Dubrovnic. É andar, perdido de prazer, no meio das ruas estreitas de Montenegro e dos seus adorados gatos... sentindo um "déjà vu" do antigo império Otomano admitindo a possibilidade da reencarnação.

 

 

Gostei de estar e da companhia.

 

Um forte abraço a todos. E aos 14 amigos de outras "guerras" mais um, este do tamanho do Chicapa.

 

 

 

Carlos Alberto Santos


Ex-Militares da 3485 no MEO Kanal
Canal nº 888882 – Ex-Militares da 3485 no MEO Kanal
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