O momento justifica-o e o objecto da família, Ex-Militares da Companhia de Caçadores 3485, impõe-no. Vamos, todos, contribuir com notícias e estórias do presente e do passado.
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publicado por Alto Chicapa, em 20.04.18 às 00:26link do post | favorito

Uma vez, no meio de uma tempestade, aterrei numa pista que encontrei para me safar. E estive uma noite à conversa com um comerciante local, que me acolheu e me contou que tinha filhos de africanas, como todo o bom português. E dois eram terroristas. Recebeu-me lindamente e, muito calmo, ao jantar contou-me aquilo. "Então mas você diz-me uma coisa dessas?", perguntei. "O que quer que lhe diga? A realidade é esta", respondeu. Em Teixeira de Sousa, que era uma cidade fronteiriça, sempre em ebulição, havia um hotel que era uma espelunca, pior que qualquer estalagem do antigo Bairro Alto, o Hotel Sepol. E Sepol era Lopes ao contrário, o que representava o espírito da cidade: era tudo ao contrário. Encontrávamos lá mercenários que vinham do Congo aviar-se... Tive grande amizades, tanto com brancos como com africanos. E tenho uma filha que nasceu lá, o cartão de identificação diz que é natural do Luache, que ninguém sabe onde fica.

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Muito difícil, porque não é só um fenómeno nosso, é mundial. Veja o Brasil, Israel... Perderam-se os objectivos e uma certa ética. Mas isto não vai lá com revoluções, só vai lá com a evolução. Sou contra revoluções, veja a tragédia que foi a Revolução Francesa, que toda a gente diz que foi uma coisa bestial, mas que foi o início de uma época tremenda, que ainda estamos a viver. Pode parecer blasfémia, mas é verdade. O que precisamos é de evoluir, de resgatar valores. Olhe, outro dia fui a Serralves, entrei numa sala e estava uma lâmpada pendurada e um escadote por baixo. O meu primeiro pensamento foi: o electricista esqueceu-se do escadote. E é chato, num museu. Vou ver e o escadote era a própria obra. Mas era um escadote normalíssimo... É de mais! Enfim, calhou-nos a nós esta fase mais difícil, temos de a viver. Mas isto vai melhorar.

 

Ler mais aqui.

 

Carlos Alberto Santos

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publicado por Alto Chicapa, em 29.03.11 às 23:40link do post | favorito

Em outros locais, já vi escrito “ a falta de tempo para referir tantas memórias… ou, é com pesar que se omitem”.

 

No nosso caso, digo: lá para as tantas da noite de hoje, a primeira fase de textos da nossa Fogueira terminou.

 

Não! A Fogueira não se apagou, a Fogueira vai continuar comigo e sempre que mais um camarada venha até ela e se quede, a ler ou a relatar, deslumbrado pela beleza que nos rodeou na mais atribulada e insegura época das nossas vidas.

 

Sei que os textos agradam a muitos, por cá e por esse mundo, mas… a outros nem por isso. É bom, assim!

 

Refiro, por exemplo, a Senhora T. que delicadamente, manifestou não gostar da frase “ …esticadinho no caixão, só a arrotar a…”. Efetivamente é uma frase forte, mas sem sentido malicioso. Está inserida no contexto da ação à época.

 

Quando liberto o meu lado jovem, neste meu velho corpo, os temas acontecem mais irreverentes e bem diferentes de Chicapa, o Final da Viagem ou As minhas Conversas com Sá Moço.

 

Em Junto à Fogueira, libertei-me e tudo vai acontecendo… livre de preconceitos.

 

O nosso Serviço Militar foi mau, muito mau… mas também, naqueles momentos estávamos a aprender; a aprender a gerir emoções e frustrações!

 

Carlos Alberto Santos

 


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publicado por Alto Chicapa, em 04.02.11 às 22:36link do post | favorito

A segunda geração do conflito de África tem um tipo de memória da guerra “muito particular” porque não tem “a titularidade da experiência, já que não foi à guerra nem é capaz de produzir um testemunho... ainda assim, estes filhos da guerra conseguiram construir uma narrativa do acontecimento, feita muito em torno de “fragmentos de outras narrativas, de fotografias e objectos em casa (ler mais).

 

 

 

 

Carlos Alberto Santos

 


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publicado por Alto Chicapa, em 03.11.10 às 00:02link do post | favorito

A Lunda Sul é uma província de Angola situada na parte leste do país, possui uma superfície de 77.636 km quadrados e a sua população estima-se em 400.000 habitantes aproximadamente. A capital da província é a cidade de Saurimo.
No domínio são abundantes os motivos de atracção. A riqueza das suas águas é uma característica bem conhecida, multiplicando-se no território as cachoeiras, quedas de águas, cascatas, lagoas e rios, outros motivos paisagísticos de grande atractividade para a prática de diversos tipos de turismo, tais como (ler mais)

 

Carlos Alberto Santos

 


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publicado por Alto Chicapa, em 28.09.10 às 22:10link do post | favorito

 

 

...foi possível observar outras imagens, já raras neste país cada vez mais de estradas abertas à circulação de pessoas e bens. Talvez ainda sinal da profunda interioridade desta região, um grupo de mulheres não mostrou qualquer preconceito de ser fotografado à beira de um riacho enquanto lavava roupa (ler mais).

 

... por nós, até 2012

 

Carlos Alberto Santos

 


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publicado por Alto Chicapa, em 29.05.10 às 22:27link do post | favorito

(embora um pouco longo merece ser lido)

 

O Raid é também uma referência na promoção turística de Angola, ao mostrá-la aos angolanos e ao mundo.

 

A prová-lo, a cobertura mediática que vem em crescendo. Este ano, com várias televisões a transmitirem imagens de grande beleza e vários “directos” mostrando a dureza da prova. A confirmação de que a mensagem vem passando são os muitos sites e blogues que utilizam de forma espontânea, imagens e textos relacionados com o Raid.

 

O itinerário de 2009 cobriu o Norte do País. O seu litoral (Ambriz, N’Zeto (ex-Ambrizete), Soyo (ex-Santo António do Zaire), Cabinda e, ainda, o interior das Províncias do Uige, Malanje, Kwanza-Norte e Kwanza-Sul, num total de 3700km., que foram percorridos de 16 a 25 de Maio.

 

Normalmente, a 15 de Maio, pontualmente, começa o cacimbo (estação seca) mas, este ano, houve chuva até mais tarde e os raidistas (cerca de 50, metade angolanos, metade portugueses) e as 18 viaturas TT da NISSAN, enfrentaram sérias dificuldades, principalmente em certos troços (argilas expansivas, frequentemente com componente vegetal). Assinala-se a dureza com que teve de ser vencido o troço do N’Zeto (Ambrizete)ao Uige (ex-Carmona). Num dia avançaram-se apenas 44 km.! Com constantes atolamentos a exigirem manobras alternativas (construção de variantes em “picada àla-minute”) e uso de cintas de reboque…

 

Para além das magníficas paisagens que se puderam observar (matas de café com frequentes “abertas” de plantação de citrinos e palmar), os participantes puderam conviver com uma população, pobre mas super-hospitaleira, a recuperar rapidamente dos efeitos do conflito armado, população que não escondia o seu entusiasmo por aquela visita às suas terras e que foi inestimável na ajuda à abertura dos tais “percursos alternativos”: jovens a brandirem catanas com enorme mestria, em poucos minutos “deitavam” o capim e os carros passavam a “corta-mato” evitando, assim, as traiçoeiras lagoas de lama…

 

Houve mesmo que pernoitar uma noite dentro das viaturas para prosseguir ao romper da aurora.

 

E logo a população surgiu a assar mandioca, batata-doce e ginguba (amendoim), fazendo com que alguém nos dissesse: “acabou por ser uma
noite muito agradável. Vi um céu magnificamente estrelado e senti-me em segurança total. Não me sentiria assim se tivesse que dormir no meu
carro na marginal Lisboa-Cascais…”


Hospitalidade, beleza e optimismo...

 

Impressões gerais: A inegável hospitalidade e cordialidade das populações. A beleza das paisagens e das terras: a praia do Ambrizete, a força das águas na Foz do Rio Zaire, as florestas de Cabinda, a memória histórica de N’Banza Congo – ex-S. Salvador do Congo – onde se encontra a primeira Igreja católica de pedra e cal, a Sul do Sahara, as matas de café, a vitalidade das terras com o Negage e Camabatela, as quedas de Kalandula – ex-Duque de Bragança - o Rio Kwanza – na ponte Filomeno da Câmara, no Dondo, na Muxima – as Cachoeiras do Binda, Porto Amboim… Tudo são imagens que se fixaram indelevelmente nas nossas memórias…


Outras impressões que nos marcaram: O optimismo no futuro. Todas as pessoas falam em novos projectos e em novas iniciativas (A crise chegou. Angola passou de 15% de crescimento em 2008 a uma previsão de 0% este ano, mas o optimismo e a vontade de fazer estão presentes).

 

A pujança do português. Em todo o lado a comunicação é predominantemente em português.
Mesmo na fronteira do Massabi (entre Cabinda e o Congo Brazaville), onde um imenso mercado anima as relações – frequentemente familiares – de um lado e de outro da fronteira, o português era a base da comunicação. O português, através de Angola, irradia para os países vizinhos.

 

Outra impressão forte, a da reconstrução nacional. Muitos prédios estão em recuperação e reabilitação. As estradas em Cabinda são boas.
Uma óptima estrada abre-se a norte do Rio Kwanza, entre Kapanda (a barragem construída por brasileiros e soviéticos) e o Alto do Dondo.

 

O Turismo dá os primeiros passos. Logicamente, começando pelo turismo interno. Em três anos são visíveis as diferenças, para melhor, na qualidade do serviço, nas pequenas unidades hoteleiras que por toda a parte vão surgindo. Uma referência especial à Estalagem de Cabuta (perto do Calulo), propriedade das organizações Ritz. Os edifícios desta estalagem, além de lindíssimos, estão também inseridos numa mata que parece um jardim botânico, com vistas magníficas.

 

A maior e a mais importante das impressões positivas é o da Paz e Segurança. Nos últimos três anos fiz mais de 15 mil kms em todo-o-terreno em Angola. Jamais senti qualquer constrangimento em matéria de segurança. Os angolanos sabem o que lhes custou o não terem tido Paz durante demasiado tempo e hoje – parece-me – é coisa que, de forma alguma, querem perder.

 

Terra de grande beleza, emoções e muitas lições, esta Angola do século XXI. Para recordar e para acentuar que ela é assim porque as suas bases culturais são muito diferentes das dos outros países. Coordenei a edição de um livro, que teve a colaboração de nomes de elevada competência, contando um pouco de História e estórias das terras visitadas pelo Raid. O livro – patrocinadopelo Banco Keve – foi editado pela Pangeia Editora, em Portugal, e pelas Edições Chá de Caxinde, em Angola.
Acho que vale a pena ler o livro para se compreender melhor esta Angola do Sec. XXI. Anda a escrever sobre Angola muita gente que não sai de Luanda. E em Luanda não sai do asfalto. E no asfalto não sai do Hotel Trópico…

 

Angola não é terra para ser vista de uma forma redutora. E para o ano, se Nossa Senhora da Muxima ajudar, lá estamos de novo… Desta vez será o Leste?

 

Um texto de Miguel de Anacoreta Correia na Revista do INATEL

 

A 5ª Edição Raid TT Kwanza Sul - 2010 vai acontecer entre os dias 23 de Junho e 4 de Julho (ler mais)

 

Carlos Alberto Santos

 


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publicado por Alto Chicapa, em 25.05.10 às 22:49link do post | favorito

 

5ª Edição Raid TT Kwanza Sul - 2010

 

Entre os dias 23 de Junho e 4 de Julho, Angola será palco 5ª edição do Raid TT Kwanza Sul. Uma iniciativa conjunta da Câmara de Almada e do Governo da Província do Kwanza Sul.

 

Tal como nas anteriores edições, o objectivo do raid é levar um abraço fraterno à população do Kwanza Sul e ajudar a promover uma região de grande potencial para a prática do desporto, aventura e turismo.

 

A sua realização decorre da cooperação existente entre o Município de Almada e esta Província há mais de 12 anos, que se tem traduzido, entre outras acções, na construção de escolas, na recuperação de património e na elaboração de planos de gestão do território.

 

Desde 2005 o Raid tem ganho uma visibilidade crescente na comunicação social portuguesa, angolana e internacional.

 

Esse aumento de visibilidade traduz-se este ano, pela primeira vez, na realização de uma viagem em autocarro de turistas portugueses por alguns dos locais já visitados no Raid. Um primeiro sinal de que esta iniciativa começa a dar os seus frutos e de que é um verdadeiro instrumento de promoção do turismo angolano e, por isso, da sua economia.

 

Do Boletim Municipal da Câmara Municipal de Almada, Maio de 2010.

 

Carlos Alberto Santos

 


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publicado por Alto Chicapa, em 16.04.10 às 00:02link do post | favorito

 

 

Depois da construção de casas conseguimos colocar professores e técnicos de saúde nas sedes comunais. Posteriormente cuidámos do alojamento dos administradores e depois fizemos uma intervenção nas estradas para facilitar a livre circulação e estimular a agricultura, como peça importante no combate à fome e à pobreza que grassa no seio das populações... (ler mais)

 

Jornal de Angola

 

Carlos Alberto Santos

 


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publicado por Alto Chicapa, em 21.03.10 às 23:12link do post | favorito

A honra, a dignidade e o relacionamento entre as famílias facilitava a aproximação de pais ou tutores do pretendente à família da jovem amada, longe das brincadeiras de infância, terminadas de forma precoce, por altura da passagem pela circuncisão e transcorrido o primeiro ciclo menstrual.
 

O sucesso do diálogo visava a efectivação do noivado, uma espécie de namoro com compromisso de casamento, que obrigava à parte solicitante a entrega de um tributo, o alembamento, traduzido num prato e uma enxada (ler mais…).
 

Gostei de ler esta reportagem no Jornal de Angola à luz do ano de 2010, e, curioso, tive que reler o que escrevi em As Minhas Conversas com Sá Moço (ler mais…) e em Alto Chicapa, o Final da Viagem (ler mais…), à luz dos anos 70.

 


 

Carlos Alberto Santos

 


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publicado por Alto Chicapa, em 16.03.10 às 22:30link do post | favorito

Depois dos quatro itinerários que vos propus em Abril de 2009, da reunião que fizemos, para o efeito, em Torremolinos e de uma meia dúzia de pareceres técnicos, que entretanto obtive, deixo-vos a proposta (quase) final da nossa viagem a Angola.
 

É importante a vossa opinião. A avaliação do itinerário também é fundamental para que tudo corra bem. Não se esqueçam que é uma grande viagem e… é a nossa viagem.

 

Agradeço que a validem.
 

Finalmente… logo que esteja ultrapassada mais esta etapa e depois de se conhecerem os eventuais interessados, a proposta será entregue a três operadores turísticos em Portugal e à Associação das Agências de Viagens e Operadores Turísticos de Angola.

 

Ler mais...

 

Carlos Alberto Santos

 


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