O momento justifica-o e o objecto da família, Ex-Militares da Companhia de Caçadores 3485, impõe-no. Vamos, todos, contribuir com notícias e estórias do presente e do passado.
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publicado por Alto Chicapa, em 25.01.11 às 00:05link do post | favorito

O 6º Raid Kwanza-Sul 2011, a realizar em Junho próximo (data ainda a confirmar),vai percorrer as províncias angolanas do Cuando-Cubango e Cunene.

 

São mais de quatro mil km por um território praticamente inacessível devido às condições naturais, mas de potencialidade turística e económica, como é o caso da bacia hidrográfica do grande rio Cunene, que faz fronteira a Sul com a Namíbia e onde existem grandes barragens construídas nos anos 60.

 

O percurso inclui a visita à vila de Cuito Canavale, palco de uma das maiores batalhas travadas nos anos 80 e que é hoje um memorial nacional, e à vila do Cuangar, no extremo Sul de Angola.

 

O raid é uma iniciativa do Governo da Província do Kwanza Sul e conta com o apoio, ao nível de organização, da Câmara de Almada. Os seus objectivos passam por promover Angola enquanto destino turístico, contribuindo para o seu desenvolvimento económico.

 

Neste âmbito, nesta 6ª edição os participantes vão passar por várias cidades angolanas. Na Província do Kwanza-Sul (onde se situa o Município de Porto Amboim) estão previstos encontros com as autoridades e visitas a vários pontos de interesse da Província, nomeadamente a Escola Almada do Município da Conda.

 

 

 

No âmbito do protocolo de geminação entre Almada e Porto Amboim, realizou-se a primeira viagem de um grupo de turistas portugueses. Três dezenas de pessoas (associadas do Clube de Actividades de Ar Livre) visitaram, em Agosto de 2010 e durante 15 dias, Angola e as suas principais cidades, ao longo de mais de 3.500 km, utilizando para o efeito autocarros e a rede hoteleira já construída (ler mais aqui).

 

 

 

Texto e fotografias da C. M. Almada

 

Carlos Alberto Santos


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publicado por Alto Chicapa, em 29.05.10 às 22:27link do post | favorito

(embora um pouco longo merece ser lido)

 

O Raid é também uma referência na promoção turística de Angola, ao mostrá-la aos angolanos e ao mundo.

 

A prová-lo, a cobertura mediática que vem em crescendo. Este ano, com várias televisões a transmitirem imagens de grande beleza e vários “directos” mostrando a dureza da prova. A confirmação de que a mensagem vem passando são os muitos sites e blogues que utilizam de forma espontânea, imagens e textos relacionados com o Raid.

 

O itinerário de 2009 cobriu o Norte do País. O seu litoral (Ambriz, N’Zeto (ex-Ambrizete), Soyo (ex-Santo António do Zaire), Cabinda e, ainda, o interior das Províncias do Uige, Malanje, Kwanza-Norte e Kwanza-Sul, num total de 3700km., que foram percorridos de 16 a 25 de Maio.

 

Normalmente, a 15 de Maio, pontualmente, começa o cacimbo (estação seca) mas, este ano, houve chuva até mais tarde e os raidistas (cerca de 50, metade angolanos, metade portugueses) e as 18 viaturas TT da NISSAN, enfrentaram sérias dificuldades, principalmente em certos troços (argilas expansivas, frequentemente com componente vegetal). Assinala-se a dureza com que teve de ser vencido o troço do N’Zeto (Ambrizete)ao Uige (ex-Carmona). Num dia avançaram-se apenas 44 km.! Com constantes atolamentos a exigirem manobras alternativas (construção de variantes em “picada àla-minute”) e uso de cintas de reboque…

 

Para além das magníficas paisagens que se puderam observar (matas de café com frequentes “abertas” de plantação de citrinos e palmar), os participantes puderam conviver com uma população, pobre mas super-hospitaleira, a recuperar rapidamente dos efeitos do conflito armado, população que não escondia o seu entusiasmo por aquela visita às suas terras e que foi inestimável na ajuda à abertura dos tais “percursos alternativos”: jovens a brandirem catanas com enorme mestria, em poucos minutos “deitavam” o capim e os carros passavam a “corta-mato” evitando, assim, as traiçoeiras lagoas de lama…

 

Houve mesmo que pernoitar uma noite dentro das viaturas para prosseguir ao romper da aurora.

 

E logo a população surgiu a assar mandioca, batata-doce e ginguba (amendoim), fazendo com que alguém nos dissesse: “acabou por ser uma
noite muito agradável. Vi um céu magnificamente estrelado e senti-me em segurança total. Não me sentiria assim se tivesse que dormir no meu
carro na marginal Lisboa-Cascais…”


Hospitalidade, beleza e optimismo...

 

Impressões gerais: A inegável hospitalidade e cordialidade das populações. A beleza das paisagens e das terras: a praia do Ambrizete, a força das águas na Foz do Rio Zaire, as florestas de Cabinda, a memória histórica de N’Banza Congo – ex-S. Salvador do Congo – onde se encontra a primeira Igreja católica de pedra e cal, a Sul do Sahara, as matas de café, a vitalidade das terras com o Negage e Camabatela, as quedas de Kalandula – ex-Duque de Bragança - o Rio Kwanza – na ponte Filomeno da Câmara, no Dondo, na Muxima – as Cachoeiras do Binda, Porto Amboim… Tudo são imagens que se fixaram indelevelmente nas nossas memórias…


Outras impressões que nos marcaram: O optimismo no futuro. Todas as pessoas falam em novos projectos e em novas iniciativas (A crise chegou. Angola passou de 15% de crescimento em 2008 a uma previsão de 0% este ano, mas o optimismo e a vontade de fazer estão presentes).

 

A pujança do português. Em todo o lado a comunicação é predominantemente em português.
Mesmo na fronteira do Massabi (entre Cabinda e o Congo Brazaville), onde um imenso mercado anima as relações – frequentemente familiares – de um lado e de outro da fronteira, o português era a base da comunicação. O português, através de Angola, irradia para os países vizinhos.

 

Outra impressão forte, a da reconstrução nacional. Muitos prédios estão em recuperação e reabilitação. As estradas em Cabinda são boas.
Uma óptima estrada abre-se a norte do Rio Kwanza, entre Kapanda (a barragem construída por brasileiros e soviéticos) e o Alto do Dondo.

 

O Turismo dá os primeiros passos. Logicamente, começando pelo turismo interno. Em três anos são visíveis as diferenças, para melhor, na qualidade do serviço, nas pequenas unidades hoteleiras que por toda a parte vão surgindo. Uma referência especial à Estalagem de Cabuta (perto do Calulo), propriedade das organizações Ritz. Os edifícios desta estalagem, além de lindíssimos, estão também inseridos numa mata que parece um jardim botânico, com vistas magníficas.

 

A maior e a mais importante das impressões positivas é o da Paz e Segurança. Nos últimos três anos fiz mais de 15 mil kms em todo-o-terreno em Angola. Jamais senti qualquer constrangimento em matéria de segurança. Os angolanos sabem o que lhes custou o não terem tido Paz durante demasiado tempo e hoje – parece-me – é coisa que, de forma alguma, querem perder.

 

Terra de grande beleza, emoções e muitas lições, esta Angola do século XXI. Para recordar e para acentuar que ela é assim porque as suas bases culturais são muito diferentes das dos outros países. Coordenei a edição de um livro, que teve a colaboração de nomes de elevada competência, contando um pouco de História e estórias das terras visitadas pelo Raid. O livro – patrocinadopelo Banco Keve – foi editado pela Pangeia Editora, em Portugal, e pelas Edições Chá de Caxinde, em Angola.
Acho que vale a pena ler o livro para se compreender melhor esta Angola do Sec. XXI. Anda a escrever sobre Angola muita gente que não sai de Luanda. E em Luanda não sai do asfalto. E no asfalto não sai do Hotel Trópico…

 

Angola não é terra para ser vista de uma forma redutora. E para o ano, se Nossa Senhora da Muxima ajudar, lá estamos de novo… Desta vez será o Leste?

 

Um texto de Miguel de Anacoreta Correia na Revista do INATEL

 

A 5ª Edição Raid TT Kwanza Sul - 2010 vai acontecer entre os dias 23 de Junho e 4 de Julho (ler mais)

 

Carlos Alberto Santos

 


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publicado por Alto Chicapa, em 25.05.10 às 22:49link do post | favorito

 

5ª Edição Raid TT Kwanza Sul - 2010

 

Entre os dias 23 de Junho e 4 de Julho, Angola será palco 5ª edição do Raid TT Kwanza Sul. Uma iniciativa conjunta da Câmara de Almada e do Governo da Província do Kwanza Sul.

 

Tal como nas anteriores edições, o objectivo do raid é levar um abraço fraterno à população do Kwanza Sul e ajudar a promover uma região de grande potencial para a prática do desporto, aventura e turismo.

 

A sua realização decorre da cooperação existente entre o Município de Almada e esta Província há mais de 12 anos, que se tem traduzido, entre outras acções, na construção de escolas, na recuperação de património e na elaboração de planos de gestão do território.

 

Desde 2005 o Raid tem ganho uma visibilidade crescente na comunicação social portuguesa, angolana e internacional.

 

Esse aumento de visibilidade traduz-se este ano, pela primeira vez, na realização de uma viagem em autocarro de turistas portugueses por alguns dos locais já visitados no Raid. Um primeiro sinal de que esta iniciativa começa a dar os seus frutos e de que é um verdadeiro instrumento de promoção do turismo angolano e, por isso, da sua economia.

 

Do Boletim Municipal da Câmara Municipal de Almada, Maio de 2010.

 

Carlos Alberto Santos

 


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publicado por Alto Chicapa, em 20.07.09 às 10:25link do post | favorito

Enquanto não chega o nosso dia, vejam as iniciativas dos outros...

 

1) Raid Kwanza

 

2) Raid Lubango

 

3) Lusofonias

 

5) Raid Almada / Kwanza

 

Carlos Alberto Santos

 

 


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