O momento justifica-o e o objecto da família, Ex-Militares da Companhia de Caçadores 3485, impõe-no. Vamos, todos, contribuir com notícias e estórias do presente e do passado.
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publicado por Alto Chicapa, em 15.09.17 às 23:03link do post | favorito

Dubrovnik é a cidade croata, que está na moda. Vive para e do turismo.

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É um dos destinos da maioria dos cruzeiros dos mares Adriático e Mediterrâneo. Os grupos, enormes, rodeados de guias em todas as línguas tornam cansativo qualquer passeio, mas no final... todos nós parecemos imunes.

Da combinação do azul do mar com o vermelho dos telhados e da arquitetura medieval da cidade antiga (Stari Grad) com a modernidade de um teleférico, resultam imagens de sonho.

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A uma altura de 413 metros, do Mount Srd contempla-se Dubrovnik. Lá de cima, tem-se uma das mais belas vistas panorâmicas da cidade velha e da região costeira da Croácia.

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No topo do monte fica o Forte Imperial, construído no ano de 1810, durante a ocupação das tropas de Napoleão. Em 1991 foi a fortaleza invencível na defesa contra o exército da Sérvia durante a guerra dos Balcãs. Hoje é o museu da Guerra da Independência da Croácia: Narra as marcas da violência através de testemunhos, documentos, objetos e imagens impressionantes, como o colapso de parte da muralha e a destruição de muito patrimônio.

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A principal entrada para a cidade velha é por baixo das muralhas e pela Porta de Pile, que está encimada pela estátua de São Brás. De imediato estamos na rua principal, a Stradun, ou Placa, com a Fonte de Onofrio, logo ao princípio, construída no século XV como parte do sistema de abastecimento de água da cidade a 12 km de distância e lá ao fundo a torre do relógio, erguida em 1444, com 31 metros de altura e o Palácio Sponza, do lado esquerdo, um dos poucos edifícios que resistiu à devastação do terramoto de 1667.

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A cidade tem outros pontos turísticos interessantes como o Mosteiro Franciscano, onde existe um Museu e uma farmácia desde 1316, é a mais antiga da Europa e ainda está em funcionamento, a Igreja de São Brás, o Palácio do Reitor, a Sinagoga, a Catedral da Assunção da Virgem Maria, o brilho dos mármores e as fachada das lojas, todas iguais com uma porta e uma janela ligadas entre si e ainda, imperdível, muitas ruas estreitas e labirínticas.

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Quando viajamos, seguimos os percursos de outros, sabe-se lá desde que época, mas sentir os momentos, ninguém o pode fazer por nós.

 

Carlos Alberto Santos


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publicado por Alto Chicapa, em 09.09.17 às 00:05link do post | favorito

Split é a segunda maior cidade da Croácia. A sua importância deve-se à construção do Palácio Diocleciano, mandado construir pelo imperador Diocleciano no ano 305 a.C., que após a queda do império romano, foi sendo ocupado e alterado até aos dias de hoje, onde são bem visíveis as várias construções de épocas distintas e que de certo modo conjugam-se.

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Visitam-se apenas as caves, já que os andares superiores estão ocupados por moradores privados, com direitos adquiridos. Para os admiradores, é um banho de 2000 anos de história e viagens no tempo para outras épocas.

Além das ruinas, dos recantos, das ruas e becos, os pontos de referência são a Catedral de St Domnius, Templo de Júpiter, os muitos detalhes arqueológicos, as caves, exageradamente repletas de bancas e lojas e o Peristilo, uma pequena praça envolta em colunas e ponto de encontro das várias ruas provenientes das entradas principais do palácio.

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No exterior do palácio, existe uma área que é contígua com mais ruas labirínticas, uma avenida marginal e um passeio marítimo repleto de lojas esplanadas e iates atracados.

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Realmente a cidade não tem muito mais que ver, mas ir à Croácia e não passar por Split era um pecado grave. Enfim, a Croácia é europeia, mas ainda não é um primeiro mundo de verdade. Fora dos locais turísticos o país lembra-me o Portugal dos anos 70.

 

Carlos Alberto Santos


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publicado por Alto Chicapa, em 06.09.17 às 00:05link do post | favorito

Zadar

A cidade de Zadar, na costa leste do mar Adriático, é a porta de entrada da Dalmácia. A igreja de São Donato, do século IX , é o símbolo da cidade. A sua localização é fantástica. Está junto do foro romano, do Museu de Arqueologia e da Catedral Santa Anastácia.

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Apesar da herança romana da cidade, há duas criações modernas de Nikola Basic, no passeio marítimo, que conquistam os turistas. O Órgão do Mar, construído na pedra à beira mar com alguns buracos que emitem um som musical quando as ondas batem. A outra, chamam-lhe a Saudação ao Sol, um grande círculo fotovoltaico de luzes que durante a noite piscam no chão, graças à energia solar acumulada durante o dia.

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Zadar é uma cidade cheia de história que merece uma visita a partir de uma das suas portas pela Kalelarga, a sua rua mais famosa, e a Praça do Povo.

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Sibenik

A Catedral de São Tiago é o símbolo da cidade. A fachada está dividida em três partes e abóbadas com o formato de meio barril. Não tem torre do sino. A pequena igreja gótica de Stª Bárbara, situada mesmo por trás da Catedral "empresta-lhe" os seus sinos.

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A cidade, Património Mundial da Unesco desde o ano 2000, mostra em cada recanto, arte e um grande desejo de preservar a sua memória nos locais do centro histórico danificados pelos ataques sérvios durante a guerra nacional.

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Foi aqui, que alimentámos o corpo e o espírito.

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Trogir

Trogir é uma pequena ilha ligada por uma pequena ponte à parte continental, a norte, e separada por um pequeno braço de mar da ilha de Ciovo, a sul. É uma das cidades mais antigas da Croácia, cuja criação data de 2000 a.C.

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O centro histórico foi classificado como Património da Humanidade pela Unesco. Não há trânsito motorizado, até porque na maioria das ruas, medievais, é quase impossível circularem mais do que duas pessoas lado a lado. São um labirinto cheio de turistas. As praças com floridas esplanadas também têm pormenores interessantes entre casas altas de pedra calcária.

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A Catedral de S. Lourenço do séc. XIII é o monumento de referência, mas cuja configuração atual data da remodelação feita no séc. XV. Além da torre dos sinos, há outro elemento que chama a atenção, a porta ocidental. Onde, sobre leões, símbolos de Veneza, se podem ver as figuras de Adão e Eva, uma de cada lado da porta.

Logo diante da Catedral há um edifício de rara beleza com janelas em estilo gótico veneziano, o Palácio Cipiko e a Torre do Relógio.

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Fora das muralhas, Trogir tem um largo passeio marítimo pedonal cheio de esplanadas e muitos iates atracados.

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 Carlos Alberto Santos


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publicado por Alto Chicapa, em 02.09.17 às 00:04link do post | favorito

Há muito tempo que sonhava visitar um Parque Natural.

Maravilhei-me com fotografias, como esta... (fotografias tiradas com telemóvel)

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Com a tranquilidade que só a vida me vai dando, confesso: - Não foram as orlas marítimas da Croácia, o sol, o cheiro do mar Adriático ou a gente bonita a fascinarem-me, mas os Lagos. Os Lagos de Plitvice (Plitvicka Jezera) foram para mim, sem sombra de dúvida, a principal atração turística da Croácia e acabaram por ser um dos meus principais objetivos.

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No entanto, nada do que eu escreva ou as melhores fotografias conseguem fazer justiça à beleza daquela maravilhosa criação da natureza; são os ruídos da água, das aves e peixes, os cheiros da vegetação e da terra húmida, as infinitas tonalidades de cor dos lagos variando em tons azuis e verdes que juntando com as quedas de água e a floresta formam um cenário único. Para todo o lado que se olha tem-se a impressão de ser um mundo de fantasia ou o paraíso na Terra.

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Para visitar todo o parque são recomendados 4 dias, mas uma caminhada - 4 horas de deslumbramento - num belíssimo ambiente, composto por 16 lagos unidos por quedas de água foram suficientes para ver o principal e sem dúvida, ficar encantado. Uma grande parte do passeio é feito a pé entre terra batida, escadas e passadiços de madeira.

Só se nota que o parque está com bastantes visitantes quando se anda nos passadiços e se quer tirar uma fotografia ou se espera pelo barco para um pequeno circuito. Apesar da extensão do percurso e de alguma inclinação em certos pontos é um passeio fácil e acessível a toda a gente. Há muitas famílias com filhos pequenos e até com carrinhos de bebé, pessoas com mobilidade reduzida, e os cães também andam por lá, à trela. Como é proibido tomar banho nos lagos... acreditem, no Verão é uma autentica tortura.

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O Plitvicka Jezera com mais de um milhão de visitantes anuais, é Património Natural Mundial da Humanidade UNESCO, desde 1979.

 

Carlos Alberto Santos


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publicado por Alto Chicapa, em 31.08.17 às 00:10link do post | favorito

Como quase todas as cidades, Zagreb, a capital da Croácia, tem alguns recantos interessantes.

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No entanto, sem grandes atrações turísticas, não me seduziu nem encontrei algo que a distinga em particular.

A visita começou na praça Kaptol, onde fica a Catedral da Assunção e Abençoada Maria (Marijina Uznesenja i Svetog Stjepana), símbolo de Zagreb. Devido a guerras e a alguns fenómenos naturais, foi recuperada por várias vezes.

Hoje, com as duas torres dos sinos reconstruidas, o seu interior é um grande tesouro religioso. O altar e os vitrais são lindos. No exterior, no lado esquerdo, junto ao muro, há algumas pedras e colunas antigas, gastas pelo tempo e pela má conservação durante o tempo do comunismo. Durante o terramoto de 1880, os relógios de Zagreb pararam. O da Catedral, agora exposto neste muro, parou às 07h03 marcando aquele momento.

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Logo em frente, há uma bela coluna com a imagem dourada de Nossa Senhora, no topo, cercada na base por quatro anjos. Dizem que guarda a catedral e da praça vigia tudo e todos.

Neste local, também havia um museu pouco comum. O Museu das Relações Terminadas onde se mostra o desamor e a dor ou o alívio em arte. Ganhou o Prémio Europeu de Museu mais inovador da Europa.

Seguindo uma rua perpendicular à Catedral chega-se a uma grande praça retangular, sítio onde se instala o famoso Mercado Dolac, uma feira diária de frutas, verduras e artesanato, que tinha acabado de acontecer. Também não consegui visitar a parte coberta do mercado no subsolo.

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Continuando o passeio pela Rua (Ulica) Tkalciceva, encontra-se a escultura de São Jorge a cavalo, já de capacete na mão e com o dragão vencido. Contornando São Jorge e indo ao longo do muro medieval, de defesa, ainda preservado, chega-se a uma porta da cidade chamada de Kamenita Vrata, hoje quase um santuário. Contam que o fogo destruiu tudo o que era de madeira, à exceção de um quadro da Virgem Maria com Jesus. Os moradores salvos do fogo construíram uma pequena capela no arco da porta.

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Seguindo em frente, chega-se à Praça de São Marcos localizada bem no centro da cidade alta.

No meio da praça, está a Igreja de São Marcos, com o portal mais rico e valioso da Europa Ocidental em estilo gótico. No topo estão, José, Maria e o menino Jesus e, abaixo deles, São Marcos com o leão, e ainda, os doze apóstolos ladeando o portal. O seu telhado é todo coberto com um mosaico de telhas brancas e vermelhas. Está decorado com dois antigos brasões (1499), os escudos de armas do reino Croácia, Dalmácia e Eslavónia e na parte direita o de Zagreb. Nesta praça também está o Edifício do Parlamento onde foi proclamada a separação da Croácia do reino austro-húngaro e a independência da antiga Jugoslávia.

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Logo de seguida passámos pela Igreja jesuíta de Santa Catarina, na praça com o mesmo nome, e da rua Cirilo e Metódio, chega-se à Torre Kula Lotrscak, que segundo conta a lenda um tiro certeiro de canhão, num prato de polvo, disparado desde essa torre, aterrorizou um acampamento de invasores turcos que, com medo, retiraram.

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Depois descemos muitas escadas, entre muros que cheiravam a urina, até à Praça Central Ban Jelacic, o coração de Zagreb. Um local com grandes lojas, casas de câmbio, transportes, muitas esplanadas e o hotel onde íamos pernoitar.

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 Carlos Alberto Santos


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publicado por Alto Chicapa, em 12.08.17 às 00:51link do post | favorito

Uma viagem não é apenas um programa turístico.

 

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É a experiência real a lidar com o stress de multidões, a aproveitar o dia mesmo quando está muito calor ou a chegar a tempo de ver o pôr do sol em Zagreb. É concluir que não há nenhuma fotografia que faça justiça a tanta beleza nos lagos de Plitvice ou em Medjugorje, "Entre Montes", trocar, por um dia, a capa de turista pela de um peregrino e descansar o espírito numa missa sob a bênção da Virgem Maria (Gospa, em croata).

 

 

É provar um vinho ou uma caneca de cerveja junto ao mar Adriático num tasco de uma qualquer ruela esquecida de Zadar. É experimentar todas as comidas, mesmo quando o arroz ainda estava cru na Bósnia, e achar , que em cada paragem, foi sempre a melhor refeição. É dar um beijo apaixonado na mulher depois de uma noite de amor em Split e pensar... quantos terão feito o mesmo ao longo dos séculos.

 

 

É encontrar poesia nas aves que sobrevoam as encostas e a grandeza das muralhas de Dubrovnic. É andar, perdido de prazer, no meio das ruas estreitas de Montenegro e dos seus adorados gatos... sentindo um "déjà vu" do antigo império Otomano admitindo a possibilidade da reencarnação.

 

 

Gostei de estar e da companhia.

 

Um forte abraço a todos. E aos 14 amigos de outras "guerras" mais um, este do tamanho do Chicapa.

 

 

 

Carlos Alberto Santos


Ex-Militares da 3485 no MEO Kanal
Canal nº 888882 – Ex-Militares da 3485 no MEO Kanal
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